Quando comecei uma maratona com todos os títulos de James Bond, não imaginava que isso
mudaria a forma com que eu assistiria “Spectre”,
a mais recente aventura do espião. Se fosse ao cinema sem aquelas quase 50
horas assistindo ao personagem, minha impressão seria outra. Depois de 23
títulos do 007, depois de acompanhar
cada fase, cada nuance do agente, cada vilão, cada erro e acerto, minha opinião
é que esse mais novo episódio, é apenas bacana.
Não consegui pegar “Spectre” na estreia, como queria, mas
do fim de semana não passou. Saí do cinema pensativo. Por isso, preferi esperar
alguns dias antes de escrever, para deixar passar aquela euforia que o excesso
de ação na tela grande e aquele som absurdo causam (tanto que já está no
Guiness com a maior cena de explosão já feita). E realmente, a euforia de
momento foi grande, já que quase uma semana depois, caiu um bocado no meu
conceito.
O filme, em geral, não é ruim. Longe disso. Contando esta
fase de Daniel Craig, perde apenas
para “Cassino Royale”. É muito
melhor que “Quantum of Solace” (o
que não é muito difícil). E apesar de não ter todo o capricho técnico de “Skyfall”, me empolgou bem mais.
Foram duas horas e meia que passaram bem rápido, já que
as cenas de ação, talvez as melhores de toda a franquia, conseguem desviar a
atenção dos problemas, que não são poucos. Por exemplo, o fim do segundo ato e
início do terceiro quebram o ritmo da história (que era boa até o momento), já
que o roteiro insiste que Bond tem que se apaixonar. Foi bom em “Cassino
Royale”, mas desta vez, soa desnecessário, sem sentido. E é esse 007 cheio de
amor que garante o final. Inclusive, com uma conclusão para Craig, que pode não
voltar.
A trama é atual e interessante, mas caso você tenha
assistido “Missão: Impossível – Nação
Secreta”, pode parecer mais do mesmo. “Spectre” segue a mesma linha do
filme de Tom Cruise. Nem mesmo a
reviravolta dentro do MI-6 que o
roteiro tenta criar consegue causar algum impacto ou surpresa.
Os companheiros do Bond, aliás, estão entre os acertos do
filme. Moneypenny e Q ganham destaque, e mais do que
simples apoios, participam da ação. Já o M
de Ralph Fiennes sofre ao ser
colocado para comandar o barco no meio de uma tempestade (o que nunca aconteceu
com a personagem de Judi Dench), mesmo assim, convence a mostrar um lado mais
prático do líder do MI-6.
Já as Bond girls
me decepcionaram. Monica Bellucci
mal tem tempo de aparecer em cena. Já Léa
Seydoux nada mais é que uma nova Vesper
Lynd, que desta vez, não trai o protagonista. E incomoda ver como o 007 se
apaixona facilmente.
A falha mais apontada nos reviews que eu li é sobre uma
direção no automático de Sam Mendes.
E não estão errados. É um filme lindo, quando comparado a maioria das ações que
estreiam semanalmente. Mas muito pouco, se pensar no que o mesmo diretor fez em
“Skyfall”. Naquela ocasião, parecia que o britânico estava totalmente envolvido
com o projeto, que chega a ser meio poético, na contramão de tudo o que a
franquia havia visto. Desta vez, parece que é só pelo cheque.
Falando em dinheiro, eu tinha expectativas de que o filme
poderia lucrar tanto quanto o anterior, já que trazia de volta os principais
antagonistas do personagem. Mas acho que vai ficar longe disso. Em pouco mais
de uma semana, foram arrecadados 314 milhões, bem distante do 1,1 bilhão de “Skyfall”.
E um dos motivos do possível flop do
filme, parece ser o mesmo que andou derrubando bilheterias neste ano: a
estúpida necessidade de dar uma origem para tudo.
[Spoilers a
seguir]
Bond não precisa ter seu passado revirado. Eu não preciso
entender de onde ele veio. Não preciso saber que ele é assim por ter tido uma
infância difícil, por vender chocolate no semáforo ou por ter ido para o
hospital por ter comido muita paçoquinha. Ainda mais se é para fazer a bobagem
que foi feita.
Para começar, era mais do que óbvio que Blofeld estaria em cena. Em um filme
chamado “Spectre”, que traz a organização criminosa de volta às telas após mais
de 40 anos, teria que ser muito inocente para achar que o icônico antagonista
ficaria fora. Na hora em que o personagem de Christoph Waltz revela que agora se chama Ernst Stavro Blofeld, admito que dei um sorriso. Mas para a
história, aquilo não significa nada, como bem apontou o Renan Martins Frade, no Judão. Aliás, a solução sugerida é muito mais interessante do que a apresentada
no filme.
Daí, o roteiro resolve acrescentar à sociopatiae megalomania do vilão, um desejo de se
vingar do irmão de criação. Bond e Blofeld irmãos. Sério? Não tinha nenhuma
grande reviravolta melhor, não?
O final, com um Bond entregando Blofeld, vivo, para o MI-6
é condizente com o que o personagem criado por Craig apresentou nos quatro
filmes. Além disso, depois de 40 anos, ninguém seria louco de matar o vilão de
novo.
James Bond vai voltar. Ele sempre volta. Já Daniel Craig,
está livre para partir. Ganhou um adeus, o que não ocorreu com nenhum outro
Bond. O produtor Michael Wilson já afirmou que o ator não tem contrato para
mais um filme, mas quer que ele continue. Depende do cachê.
Em outros reviews em falei em atores que eram
controversos como James Bond, mas
nenhum deles se compara a Daniel Craig.
Para uns, o melhor desde Sean Connery
(ou até mais que o precursor). Para outros, ele devia cumprir a promessa e
cortar os pulsos, para nunca mais ter que vestir o traje do agente secreto. Eu
mesmo tenho opiniões meio contraditórias sobre a versão do inglês para o
personagem.
Gosto muito deste novo 007 dentro do gênero cinema de ação, já que ele bebe da mesma fonte
de ícones dos anos 2000 como Jason
Bourne, da franquia Bourne, e Jack
Bauer, de "24 Horas".
Ele bate em todo mundo. Pratica parkour. Usa todo o tipo de armas. Mas pensando
bem, isso não é muito James Bond, não é mesmo?
O 007 de Craig é outro personagem. É um cara que não tem
aquela sutileza dos clássicos. Pode vestir o mais elegante dos ternos, usar o
mais caro dos relógios e dirigir o melhor dos Aston Martin’s, que ele continua com aquele jeito de brucutu. Piora
para o cara não ser bonito. No quesito aparência, ele não chega perto dos
antecessores. Pode até ser charmoso para alguns (o que eu questiono), mas falta
aquele estilo dos clássicos, quando nem explosões, jacarés ou foguetes
estragavam o penteado dele.
Este Bond, por outro lado, é um cara mais viril, que
trouxe outra cara para o personagem. E encaixou bem pelo fato de ser um reboot,
já que não faria o menor sentido continuar de onde Pierce Brosnan parou. E cá entre nós, que recomeço.
Querendo ou não, depois de 20 filmes, a franquia estava repetitiva
e cansada. Este reinício deu um novo gás, começando com a mais clássica das
histórias de Ian Fleming e que nunca havia ganhado as telonas na mitologia
oficial. “Cassino Royale” é um
grande filme (grande mesmo, tem quase duas horas e meia), e possui tanto os
bons elementos de Bond quanto do cinema de ação.
Em “Quantum of
Solace”, tivemos uma situação inédita na série: a continuação. Desde os
anos 60, os filmes funcionam de maneira independente. Mesmo com elementos da
mitologia soltos em vários deles, era possível assistir um ou outro sem nenhum
problema. E o longa de 2008 começa onde “Cassino Royale” para, com uma busca
por vingança que se transforma em outra coisa – com elementos do que é a
Spectre. Pena que essa outra coisa não convence.
Bond pega uma briga que não é a dele, e isso toma o foco do que deveria ser uma trama mais pessoal. Por isso, quase todo mundo faz questão de dizer que o filme é horrível. Não é. A história é fraca, mas por conta disso, não se estende, deixando o resultado final melhor que vários outros da série (e no quesito ação, dá um baile na maioria dos filmes da época).
Por fim, "Skyfall"abre um novo arco e abraça de vez o reboot, com as chegadas de Moneypenny (se eu conhecesse a personagem clássica antes, a surpresa seria bem mais interessante) e Q, em uma versão totalmente diferente do que aquela apresentada pelo Desmond Llewelyn.
É um filme poético, esteticamente lindo, com um roteiro muito bem amarrado. Um filmaço. Mas que não me prendeu como deveria. Mas vale destacar alguns pontos, como o vilão, interpretado por Javier Bardem, que mostra ser um dos mais perigosos da franquia, mas que tem um plano singelo, de vingança; o adeus de Judi Dench, mais uma vez fantástica como M; e o novo dono da sigla, interpretado por Ralph Fiennes, que parece resgatar o clima clássico - e que deve dar as caras em "Spectre".
Pierce Brosnan
pode não ser o melhor 007. Tampouco
é o meu preferido. Mas é a imagem dele que me vem à cabeça quando eu penso no
personagem, afinal, ele é o James Bond
da minha geração. Foi com os filmes dele que eu aprendi a gostar do agente
secreto, se bem que na época eu não prestava atenção na história, só ligava
para as cenas de ação e com o fato de ele parecer um cara legal.
Hoje, é comum ver um pessoal se derretendo de amores pelo
irlandês, enquanto outros soltam os cachorros no coitado, dizendo que é o pior
Bond de todos e coisa e tal. Olhando friamente, posso dizer que ele é o que o
personagem precisava naquela época. Nem os seis anos sem filmes do 007 tirou a
impressão ruim (leia: fracasso nas bilheterias) dos filmes de Timothy Dalton. E o papel de Brosnan
era recolocar as coisas nos seus lugares. E gostando, ou não, ele fez isso
muito bem.
Para construir o seu James Bond, Brosnan emulou diversas
características dos seus antecessores. Ele tem o charme e o cinismo de Sean Connery, o humor afiado de Roger Moore e a frieza de Timothy Dalton. Já do George Lazenby... ah, deixa pra lá!
Além disso, o irlandês é mais um ator que parecia
destinado a vestir o smoking do 007. Depois de Roger Moore e Timothy Dalton, que
esperaram até ganhar o papel, Brosnan poderia ter se tornado James Bond em “Marcado
Para Morrer”, de 1987, mas na época tinha contrato com uma série. Quis o
destino, que oito anos depois, graças à desistência de Dalton, ele fosse o
escolhido.
O primeiro filme desta fase, “GoldenEye”, é mais lembrado graças ao espetacular jogo para o Nintendo 64, mas também é um grande
filme de ação. Soube pegar o que as duas produções anteriores tinham de melhor,
e acrescentou elementos que fizeram o sucesso da franquia, como um Bond bem
humorado (mas sem parecer uma paródia de si mesmo, como Moore), os velhos
inimigos russos, e um vilão megalomaníaco com mais uma base ultratecnológica. O
bandido, aliás, era o 006. E
interpretado pelo Sean Bean, o Ned Stark de “Game of Thrones” (e sim, como sempre, ele morre).
Já o filme seguinte, “O Amanhã Nunca Morre”, tem, além de uma música tema incrível,
executada pela Sheryl Crow, um dos
melhores roteiros da trama. Tudo funciona. A discussão sobre a manipulação da
mídia continua atual, assim como as motivações do vilão, que poderia ser
qualquer magnata das comunicações. Mas, como eu falo no vídeo acima, parece que
falta alguma coisa. As cenas de ação são ótimas. Brosnan parece ainda mais a
vontade com o personagem, mas mesmo assim, fica a sensação de que poderia ser
melhor.
Eu só consigo atribuir essa “falta de tempero” à direção.
Se em “GoldenEye” temos Martin Campbell,
que apesar de alternar trabalhos bons e ruins, é um cara de estilo, o “O Amanhã
Nunca Morre” é comandado por Roger Spottiswoode, o autor de pérolas como "Pare, Senão Mamãe Atira!". Aliás, os
nomes seguintes parecem ainda piores.
“O Mundo Não é o
Bastante” é dirigido pelo inexpressivo Michael Apted, do último “As Crônicas de Nárnia”, enquanto “Um Novo Dia Para Morrer” tem Lee
Tamahori, de “Triplo X 2”. Além de não
serem originais, eles tomam algumas decisões lamentáveis, como um excesso de
cenas em câmera lenta.
Não bastasse isso, os filmes também não ajudam. “O Mundo
Não é o Bastante” tem o mesmo problema de falta de ritmo que estávamos
acostumados lá nas outras fases. A ideia de criar várias reviravoltas é boa,
mas na prática, pouco convence.
O vilão também é (muito) mal executado. Até hoje eu acho incrível
a ideia de um cara que não sente dor. Mas fica só nisso. Ele tem um espaço tão
limitado (em função da tal reviravolta) que nem mesmo um bom ator como Robert
Carlyle consegue melhorar. Para não dizer que o filme não tem qualidades, a
cena em que Q passa o bastão é uma grata homenagem ao carismático Desmond
Llewelyn, que interpretou o personagem em 17 filmes, e morreu no fim de 1999.
Já “Um Novo Dia Para Morrer” é um motivo de chacota,
tanto para os fãs de James Bond quanto para os cinéfilos em geral. E tem
motivos para isso, já que o roteiro do 20º filme é um samba do crioulo doido. Tem
Bond preso e torturado. Tem vilão megalomaníaco (só para variar) que muda de
rosto. Tem um castelo de gelo. Tem o 007 surfando uma onda gigante com uma
porta. Tem até a Madonna como instrutora de esgrima.
E não sei se foi o bom humor de um dia de folga, mas eu
me diverti muito nas duas horas da produção. Mesmo com todos esses defeitos
(dentre outros que eu nem citei), é um filme apaixonado. O texto apresenta
diversas referências aos clássicos: a saída de Halle Berry da água, à la Ursula
Andress em “Dr. No”; os lasers de “Goldfinger”; o paraquedas com a
bandeira do Reino Unido, de “O Espião
Que me Amava” e até o jet pack de “Thunderball”.
Tem que ver com a mente aberta para os absurdos, que não tem erro.
Um acerto, porém, é Judi
Dench. A atriz está fantástica no papel de uma M mulher, em um mundo
dominado por homens. A personagem ganhou um destaque dramático até então novo,
seja na força de suas decisões, ou na lealdade a Bond, que tem a figura quase
de um filho.
Pode não ser o Bond que queríamos. Mas é o Bond que
precisávamos!
O melhor: “007
Contra GoldenEye”, de 1995.
O pior: “007: O
Mundo Não é o Bastante”, de 1999.
Fique ligado
Na próxima quarta é a vez dos filmes da fase Daniel Craig,
com review em texto e vídeo!
Quando alguém pensa em James Bond, dificilmente imagina Timothy Dalton ou George
Lazenby. Muito disso pelo pouco tempo de tela que tiveram. O primeiro
interpretou o agente em dois filmes, enquanto o segundo viveu 007 apenas em “A Serviço Secreto de Sua Majestade”, de 1969.
Perdoem-me a franqueza, mas Lazenby é um erro. O ex-vendedor
de carros, e mais conhecido como modelo, não tinha experiência nenhuma como
ator. E esse não é, nem de longe, o problema. O australiano não tem jeito de
Bond. Não tem aparência, estilo ou atitude de 007. Eu olho para Sean Connery e me convenço que ele pode
fazer tudo aquilo. A mesma coisa com Brosnan
ou Craig. Até mesmo Roger Moore, na fase vovô, convence.
Mas Lazenby, não.
O ator assume o terno do agente em uma fase complicada.
Depois de ótima sequência com os três primeiros filmes, a produção errou a mão
em “Contra a Chantagem Atômica” e “Só se Vive Duas Vezes”, todos com Sean
Connery, ao elevar o exagero à potência máxima. E “A Serviço Secreto de Sua
Majestade” muda o ritmo, ao apostar em um roteiro mais humano, até mesmo
romântico, mas que não funciona como deveria pela falta de força do
protagonista.
Os primeiros 40 minutos até que são legais, com todo o
foco na espionagem. Mas quando Bond vai para a Suíça, a coisa desanda. O filme
se arrasta, e se já não fosse o suficiente, tem uma das maiores durações:
2h22min. E pensar que eu li comentários no Facebook
de que “Spectre” vai ser bom só por
que será longo. Acho que essa pessoa não assistiu os clássicos.
Poucos são os que se lembram do filme, que sempre aparece
como “aquele em que o 007 casa”. O que parecia uma coisa sem sentido, terminou
com um gancho fantástico, quando o vilão Blofeld
mata a senhora Bond a caminho da lua de mel. Infelizmente, fica nisso mesmo. O
fato é citado uma ou outra vez, e no filme seguinte, “Os Diamantes São Eternos”, voltamos às situações fantasiosas, novamente
com Sean Connery, já que Lazenby recusou um contrato para sete filmes. Obrigado
por isso!
No topo dos Bonds
Com Timothy Dalton, por outro lado, a história é
totalmente diferente. O galês encarnou o agente secreto por apenas dois filmes,
mas foi o suficiente para que fosse para o topo da lista do 007 favorito.
Parece que o cara nasceu para ser James Bond. Tanto que poderia ter sido ele o
substituto de Sean Connery em “A Serviço Secreto de Sua Majestade”. A história,
porém, é mal contada. Uns dizem que ele teria sido vetado por ser jovem demais
– na época, tinha apenas 23 anos. Outros garantem que foi ele quem recusou, já
que ainda não estava maduro o suficiente para continuar o legado do primeiro
ator.
Dalton assume o codinome 007 com a missão de criar uma
nova era para o personagem. O clima de aventura familiar cheia de humor, dos
tempos de Roger Moore, dá lugar a um James Bond real. Mais humano, com uma
trama mais séria, realista, sem a megalomania dos outros filmes. O público,
porém, não aprovou as mudanças. Tanto que ele amargou duas das três piores
bilheterias da franquia.
Azar de quem não quis acompanhar um Bond que tem cara de
Bond. Timothy Dalton tem o charme e a elegância necessários para o personagem,
além de um tom sério, às vezes até sombrio. Linhas que vão de acordo com o que
Ian Fleming escreveu para o 007. Mas não é raro ler o contrário. Em comunidades
de discussão de filmes, vi muita gente dizendo que ele não tem nenhum carisma
(?), que sua atuação é péssima (???) e que os filmes com ele têm roteiros ruins
(bom deve ser o de “Contra o Foguete da
Morte”...).
Assim como em toda a franquia, a fase Dalton abraça os
sucessos da época como inspiração. No caso, os filmes policiais e de ação. E é
neste sentido que dá um baile nos anteriores. As cenas são empolgantes, como a
fuga entre a Eslováquia e a Áustria ou o clímax no avião, em “Marcado Para Morrer”, ou as inúmeras
cenas de violência pesada (o que não acontecia anteriormente), em “Permissão Para Matar”.
Tem que destacar, mais uma vez, a trilha sonora. “The
Living Daylights”, do A-Ha é uma das melhores músicas de todo o setlist
histórico da franquia.
Conforme eu destaquei no vídeo, os dois filmes deixam um
gostinho de quero mais. Apesar de não ter achado “Permissão Para Matar” aquela Brastemp,
é visível que Dalton está bem mais a vontade na pele do personagem, então fica
aquela sensação de “como seria se ele continuasse”. Nem mesmo a idade mais avançada
parece ter feito muita diferença, e acho que ele poderia abraçar,
tranquilamente, outras duas produções. Mas, vai ficar sempre no “se...”.
O melhor: “Marcado
Para Morrer”, de 1987.
O pior: “007 a
Serviço Secreto de Sua Majestade”, de 1969.
Fique ligado
Na próxima quarta é a vez dos quatro filmes da fase Pierce
Brosnan, com review em texto e vídeo!
Tiozão. É a única palavra que vem na minha cabeça para
descrever Roger Moore como James Bond. Diferente de Sean Connery, que mesmo rústico,
parecia um gentleman, seu sucessor é
aquele tio piadista que todos temos. Com a diferença que este é treinado e tem
licença para matar.
O roteiro da fase privilegia o humor, e Moore abraça isso
totalmente. Tanto que o ator não gostou de filmar uma cena de “Somente Para Seus Olhos” em que Bond joga
o carro do vilão de um penhasco. Mas será que reclamou de ter que se vestir de
palhaço em “Octopussy”?
Bom de piadas e bom de briga. Outro diferencial a Connery
é a facilidade nas cenas de ação. Até as mais absurdas parecem plausíveis quando
vividas por Roger Moore. Mesmo tendo ganhado o personagem com 46 anos. O que pesou,
depois de 12 anos vivendo o personagem, foi que Bond envelheceu demais. É muito
estranho ver o agente secreto com rugas para todos os lados (e olha que o ator
parece ter feito um ou outro procedimento para disfarçar as marcas de
expressão).
O clima bem humorado desta fase surge logo no primeiro
filme, em cenas como a perseguição de lancha – que não usa nenhum tipo de CG!
Aos poucos, porém, a zoeira vai aumentando, até chegar ao absurdo que é “007 Contra o Foguete da Morte”. Das
situações inexplicáveis, parte para a comédia pastelão e termina insuportável.
Os “melhores momentos” estão em destaque lá no vídeo acima.
Os números do filme em bilheteria foram bons, mas depois
daquilo, só diminuíram – só conseguindo sucesso parecido já com Daniel Craig e “Cassino Royale”. Para tentar minimizar o estrago para a franquia, “Somente
Para Seus Olhos” tem um clima mais sombrio e as melhores cenas de ação até o
momento, mas parece ter ficado totalmente esquecido. A única coisa que merece
destaque é o último momento do líder da Spectre,
Ernst Stavro Blofeld, que é morto
sem nem ter o nome mencionado, já que a produtora de Bond havia levado uma
rasteira em um processo pelos direitos do personagem.
Sem Blofeld, a série apresenta um padrão de vilões que é
utilizado durante toda a franquia: ricos, com planos excêntricos, e
superficiais. O único que ganha um pouco de destaque é Francisco Scaramanga, o homem da pistola de ouro, naquele que foi o
filme mais frustrante para mim. Não que seja ruim. Não é. Tem um dos melhores
últimos atos. Mas em geral, não é bom. E as expectativas, porém, eram grandes.
Os capangas, por outro lado, roubam a cena. Além de Jaws, que ganhou um tópico especial no
vídeo, a série mostra um gigante com gancho em “Viva e Deixe Morrer”, Nick Nack, o anão ajudante de Scaramanga em “Contra o Homem da Pistola de Ouro”, e
até mesmo a modelo Grace Jones (!).
Esta fase não economiza nas homenagens a sucessos da
época. Em “O Espião Que me Amava”,
além de batizar o capanga de Jaws, o filme tem uma sequência sensacional, em
que o Lotus submarino de Bond sai do mar, assim como em “Tubarão”, de Steven Spielberg. “Star Wars” é a inspiração de “Contra
o Foguete da Morte” e “Octopussy”
contém vários elementos de “Indiana
Jones”.
A trilha sonora, que já havia sido lembrada no post sobre a fase Sean Connery, merece destaque mais uma vez. Entre as músicas temas temos
Carly Simon, Shirley Bassey, Duran Duran, e a melhor de todas, “Live And Let Die”, de Paul McCartney.
É uma fase polêmica. Os filmes têm bons momentos, mas em
geral, são fracos. O personagem, por outro lado, é sensacional. Pode não ser o
meu Bond favorito, mas é o cara que eu queria que fosse o meu tio.
O melhor: “O
Espião Que me Amava”, de 1977.
O pior: “007
Contra o Foguete da Morte”, de 1979.
Fique ligado
Na próxima quarta é a vez das fases George Lazenby e Timothy
Dalton, com review em texto e vídeo!
Como fã de 007,
vivia com a vergonha de não ter assistido os filmes clássicos do agente
secreto. Papo de quem começou a acompanhar a franquia a partir da fase de
Pierce Brosnan. Foi necessária toda a expectativa para “007 Contra Spectre”, o 24º longa da série, que estreia no próximo
dia 5 de novembro para tomar vergonha na cara e corrigir essa falha. Começando,
obviamente, com a fase de Sean Connery.
E agora, divido esta experiência com vocês.
Sean
Connery é James Bond. Por
mais que se questione a qualidade dos primeiros filmes do agente secreto, lá
nos anos 60, fica bem claro que o escocês, hoje com 85 anos, criou a imagem que
temos do personagem. E olha que ele não estava entre os favoritos dos
produtores Albert R. Broccoli e Harry Saltzman para dar vida ao 007
(lista que já tinha Roger Moore).
O básico que temos como marca registrada de Bond já
estava nos livros de Ian Fleming.
Mas Connery foi em uma direção oposta da literatura para criar a sua versão do
personagem. Seu 007 tem um jeito largado, porém, que esbanja sofisticação.
Leve, debochado e malandro. Até a canastrice do ator faz bem ao agente secreto.
Tanto Bond como Connery foram evoluindo nos primeiros
filmes, chegando no auge no ótimo “007
Contra Goldfinger”, de 1964. Está ali a melhor representação do agente
secreto. Irresistível para as mulheres e letal para os inimigos.
O filme, aliás, traz algumas das principais características
que seriam adotadas na série, como a importância dos carros (na ocasião, o
clássico Aston Martin DB5) e os
capangas bizarros/carismáticos. Tanto que Oddjob
e seu chapéu abririam espaço para Jaws,
anos mais tarde.
Alguns elementos também seguem presentes desde o início,
como a trilha sonora. As músicas-tema (que merecem um post exclusivo) são
fantásticas e funcionam quase como um personagem. É impossível pular a
abertura, por mais que a parte visual, seja, digamos, um pouco tosca.
Já as Bond girls seguem mais importantes do que nunca (em
“Spectre” teremos a sempre deslumbrante Monica
Bellucci e Léa Seydoux, de “Azul é a Cor Mais Quente”). E tudo isso
graças a clássica cena em que Ursula
Andress sai do mar em “007 Contra o
Satânico Dr. No”. Na sequência, tivemos atrizes lindas, das quais eu
destaco Daniela Bianchi (de “Moscou Contra 007”) e Claudine Auger (“007 Contra a Chantagem Atômica”).
Aliás, é difícil entender a mania de dar nomes bizarros
para as mulheres. No primeiro filme, além da Moneypenny, temos Honey Ryder (a personagem de Ursula Andress). Já
a piloto de “Goldfinger” chama-se Pussy Galore.
Outra característica é o apelo global da franquia. Em “Dr.
No”, além da Inglaterra, Bond vai para a Jamaica e Trinidad & Tobago. Nos
filmes seguintes, para a Turquia, Itália, Suíça, Estados Unidos, França,
Bahamas, Japão, Holanda e Alemanha. Poucas pessoas tem um passaporte tão
carimbado como 007.
Os filmes são datados, mas isso não incomoda. O clima dos
anos 60 faz bem para a trama, dando uma certa leveza, e muitas vezes, inocência
para a história (o que é Bond entrando no hotel, preparando seu Martini batido,
não mexido, sentando e descansando?). Também não senti as tão faladas limitações
técnicas/orçamentárias. Pelo contrário, achei a produção muito boa.
O grande problema dos filmes dos anos 60 é o ritmo. Na
maioria das vezes, a trama se arrasta para chegar a lugar nenhum, casos de,
principalmente, “007 Contra a Chantagem Atômica” e “Com 007 só se Vive Duas Vezes”. Acredito que ir direto ao ponto e
cortar uma meia hora deixaria a produção mais acertada.
Já os vilões da fase Connery são totalmente caricatos,
representados pela organização criminosa Spectre (sigla, que em português significa
Executivo Especial para Contra-Inteligência, Terrorismo, Vingança, e Extorsão).
O líder Ernst Stavro
Blofeld (ou o antecessor do Dr. Evil, de “Austin Powers”) é o grande antagonista de Bond. E ao mesmo tempo, o
responsável pelas maiores risadas, já que tudo é exagerado. As bases, os
capangas, os planos. Nada faz muito sentido. Tanto que o melhor roteiro é justamente
o de “Goldfinger”, o único filme que não tem a Spectre como inimiga.
Em geral, são filmes que estão longe de serem perfeitos,
mas valem pelo ótimo protagonista e pelo valor histórico, este, inquestionável.
Fique ligado
Na próxima quarta é a vez da fase Roger Moore, com
review em texto e vídeo. “007 a Serviço
Secreto de Sua Majestade”, sexto filme da série, que se passa entre os
longas de Connery, será abordado junto com Timothy
Dalton, no dia 21.
Não preciso pensar muito para dizer quais são as melhores
edições da minha coleção. Entre as caixas de Indiana Jones e Jurassic Park ou os cinco filmes do Superman (cuja história merece um post, inclusive), um item
tem um lugar especial: o box Bond 50, em blu-ray.
Lançada em 2012, em comemoração aos 50 anos de lançamento
de “007 Contra O Satânico Dr. No”, o primeiro da franquia, a caixa me chamou a
atenção desde o início. O preço de R$ 700, no entanto, era proibitivo, mesmo tendo 23
discos (22 filmes e um de extras). Mas por sorte, consegui pegar na Black
Friday daquele ano, por menos da metade.
Sempre gostei de James Bond, mesmo acompanhando apenas da
fase Pierce Brosnan em diante, influenciado por um amigo de infância, e pelo
sensacional “GondenEye”, jogo do Nintendo 64 baseado no filme. Dos clássicos de
Sean Connery e Roger Moore peguei apenas fragmentos em madrugadas na Globo. E com
o box em mãos, prometia colocar o agente secreto em dia. E a hora chegou.
Com a proximidade do lançamento de “007 Contra Spectre”,
no dia 5 de novembro, resolvi começar uma maratona Bond, e compartilhar aqui na
Estante. Todas as quartas, até a véspera da estreia do 24º filme, um novo post
com vídeo, comentando cada uma das fases, de Sean Connery até Daniel Craig. Já
aproveite e se inscreve no canal do YouTube! ;)
A edição
Com dois cardbords protegidos por uma luva com efeito
metalizado, Bond 50 é uma das melhores edições lançadas em alta definição. O box
contém 22 filmes, e deixa um espaço para “Skyfall”, que na época de época de
lançamento, ainda estava no cinema.
A coleção não é incrível apenas na apresentação. Todos os
filmes possuem o áudio original em DTS-HD Master Audio 5.1. A imagem, porém,
está em outro patamar. A restauração, realizada em 4K, faz com que “Dr. No”, de
1962, pareça ter sido feito em dias atuais.
Extras também não faltam. São cerca de 130 horas de comentários, clipes, cenas cortadas, bastidores e documentários.
Infelizmente, esta edição já está fora de estoque há um
tempinho. A caixa atual, em estilo tijolão, é composta por oito amarays triplos
e duplos, com todos os filmes. Pelo menos o preço melhorou um pouco (tanto que
chegou a ser vendida por R$ 160 no Submarino, dia destes).
A caixa com cardbords ainda pode ser encontrada no
Mercado Livre (numa média de R$ 500). Quem ainda não tem, e faz questão de ter
a edição, pode aproveitar. Já quem quiser ter o Bond na coleção, sem gastar
tanto, é só ficar de olho. Aposto que o Submarino vai repetir a promoção na
Black Friday.
Cinderela já achou o sapatinho de cristal. Toretto já se despediu do Brian. E os Vingadores já estão prontos para a Guerra Civil. Os três primeiros blockbusters do ano já arrecadaram, mundialmente, mais de 2,5 bilhões de dólares. E os números da indústria devem aumentar ainda mais, já que para o “cinema pipoca”, a temporada está apenas começando. Então confira o calendário com os grandes lançamentos de 2015 nas telonas.
14/05
Mad Max: Estrada da Fúria
Depois de 30 anos, Max Rockatansky está de volta. O personagem que deu vida à carreira de Mel Gibson agora pertence a Tom Hardy (o Bane, de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”), que tem a missão de fazer com que o público esqueça “Mad Max Além da Cúpula do Trovão” (1985). Aliás, a trama, que será dirigida pelo criador da franquia, George Miller, se passará pouco tempo após os eventos do terceiro filme. Fica a expectativa para ver como Max, ícone dos anos 80, será apresentado para a nova geração.
Expectativa da estante: média
---
21/05
Poltergeist - O Fenômeno
Mais um clássico de terror dos anos 80 que ganha um remake. Não deu certo com Halloween, com Sexta-Feira 13, ou com A Hora do Pesadelo.E não acho que vai ser desta vez. Pode entreter por 90 minutos, mas depois deve ser esquecido. Ao contrário do original, que está na história.
Expectativa da estante: baixa
---
28/05
Terremoto: A Falha de San Andreas
Mais um filme catástrofe. É aquela coisa que todo mundo já sabe como vai ser, já sabe como vai acabar, mas mesmo assim, leva multidões ao cinema. Até porque conta com o carisma de Dwayne “The Rock” Johnson. Também chama a atenção o fato do longa ser lançado um mês após o desastre na Ásia, que vitimou mais de 5 mil pessoas no Nepal e na Índia. A Warner não irá alterar a data de estreia, mas mudou a campanha de divulgação.
Expectativa da estante: baixa
---
04/06
Tomorrowland - Terra do Amanhã
Não, não é o evento de música eletrônica que foi realizado neste fim de semana. “Tomorrowland” é o novo filme da Disney, inspirado em uma das atrações do parque temático. Já deu certo com “Piratas do Caribe” e se depender do pessoal envolvido, deve ser mais uma bola dentro. A produção é dirigida pelo ótimo Brad Bird (“Os Incríveis”, “Ratatouille” e “Missão Impossível - Protocolo Fantasma”), escrita por Damon Lindelof (Lost) e com nomes como George Clooney e Hugh Laurie no elenco.
Expectativa da estante: alta
---
11/06
Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros
“Jurassic Park” é um dos principais filmes da história do cinema. Ajudou a definir o gênero blockbuster, seja pela ótima aventura ou pelos efeitos especiais, revolucionários para a época. Em uma época em que produções chegam a faturar mais de 1 bilhão de dólares, recomeçar a franquia dos dinossauros com nomes como Chris Pratt (o Peter Quill de “Guardiões da Galáxia”) e Vincent D’Onofrio (o Wilson Fisk da série do Demolidor) parece uma decisão acertada. A única dúvida é o inexperiente diretor Colin Trevorrow, mas Spielberg está na produção. Filme para ver em IMAX!
Expectativa da estante: alta
---
18/06
Divertida Mente
Pixar. Isso deveria ser suficiente para convencer você a ir ao cinema. Mas é Pixar com uma história nova, o que não acontecia desde 2012, com o controverso “Valente”. Para dar vida ao universo que habita a mente da menina Riley, John Lasseter chamou o diretor Pete Docter e o produtor Jonas Rivera, responsáveis pelo sucesso de “Up - Altas Aventuras” (2009). É a oportunidade do estúdio voltar a mostrar aquela magia clássica, que fez com que todo mundo suspirasse ao ver a luminária saltitante.
Expectativa da estante: alta
---
18/06
Dragon Ball Z - O Renascimento de Freeza
Pode não ser blockbuster. Mas Dragon Ball tem um público fiel, que promete não fazer feio nas bilheterias brasileiras. Tanto que desta vez, o filme é distribuído pela Fox, o que garante um número maior de salas para exibição. A história, como em todos os filmes de DB, é o que menos interessa. Vai ter luta aqui, luta ali, derrota, alguma transformação e a vitória. A vantagem, é que desta vez, o inimigo e o Freeza. E os dubladores originais estão garantidos. Ou seja, o poder da nostalgia vai ser de mais de oito mil!
Expectativa da estante: média
---
25/06
Minions
Os minions roubaram a cena no primeiro “Meu Malvado Favorito” e salvaram o segundo. Era óbvio que cedo ou tarde eles iriam ganhar um filme próprio, e a hora chegou. Os serezinhos amarelos têm tanto carisma, que o filme nem precisaria de roteiro para garantir uma boa bilheteria e vendas de brinquedos. Mas a Illumination Entertainment mandou bem ao criar uma história que se passa antes aos eventos da produção original. E com direito a Sandra Bullock para dar voz à supervilã da vez.
Expectativa da estante: alta
---
02/07
O Exterminador do Futuro: Gênesis
Tudo que eu escrevi acima, sobre “Jurassic Park”, vale para “O Exterminador do Futuro”. O primeiro é um clássico. O segundo é uma lenda. Os dois filmes sequentes não agradaram, então, nada melhor do que um reboot para recomeçar a história. E com direito a Schwarzenegger como o T-800 e a Khaleesi, ou melhor, Emilia Clarke como Sarah Connor. Expectativa de boas cenas de ação e ótimos efeitos especiais. Pena que os trailers já entregaram quase toda a história.
Expectativa da estante: alta
---
16/07
Homem-Formiga
Em 2014 ninguém sabia o que esperar de “Guardiões da Galáxia”. Deu no que deu. A expectativa da Marvel é repetir a história com “Homem-Formiga”, um dos heróis mais importantes dentro do universo da editora, mas quase desconhecido fora do círculo das HQs.
Paul Rudd tem carisma suficiente para levar o filme, mas em todo o caso, Michael Douglas está no apoio. Quero ver como o personagem vai ser incluído no universo cinematográfico da Casa das Ideias, já que parece tudo pronto para a Guerra Civil, e o formigão não parece ter lugar na história.
Expectativa da estante: alta
---
16/07
Cidades de Papel
E para enfrentar “Homem-Formiga”, a Fox aposta em John Green. No ano passado, “A Culpa é das Estrelas”, outra adaptação do autor, arrecadou mais de 300 milhões de dólares mundialmente. Quem gostou do livro, vai aos cinemas. E tem quem não gostou, caso da minha esposa, que também está curiosa para ver o resultado final. Por isso, aposto em mais um sucesso de bilheteria.
Expectativa da estante: baixa
---
23/07
Pixels
O roteiro esbanja originalidade. Após o envio ao espaço de uma capsula do tempo com exemplos da cultura terrestre, o planeta é invadido por alienígenas pixelizados na forma de vídeo games, como Pac-Man e Donkey Kong. É daí que surge o problema. Para salvar a Terra, chama Adam Sandler. Eu sou fã do cara,mas faz tempo que ele não dá uma dentro. E para piorar, a direção é do limitado Chris Columbus, ou seja, não se pode esperar nenhum tipo de ousadia. Tem potencial para ser divertidíssimo. Mas corre o risco de ser uma bomba.
Expectativa da estante: média
---
06/08
Quarteto Fantástico
É a grande incógnita da temporada. Depois dos dois primeiros filmes do “Quarteto Fantástico”, ninguém colocou muita fé em uma produção. A seleção do elenco não inspirou confiança. Mas é nela que eu aposto. Miles Teller, Kate Mara, Jamie Bell e Michael B. Jordan são muito talentosos. O diretor Josh Trank também mostrou muita competência no seu filme de estreia, “Poder Sem Limites” (que tinha Jordan no elenco). Vale o voto de confiança!
Expectativa da estante: alta
---
13/08
Missão Impossível 5 - Nação Secreta
A única missão impossível aqui é não esperar mais do mesmo. Desde o segundo filme (já que o primeiro teve uma atmosfera mais séria), vemos o personagem de Tom Cruise vivendo todos os tipos de situações absurdas. Mas que funcionam muito bem na tela. É o tipo de produção para se divertir por duas horas e só lembrar que existe durante alguma reprise na televisão.
Expectativa da estante: média
---
27/08
Ted 2
Sou fã quase incondicional de “Family Guy”, por isso, é óbvio que eu quase morri de rir com o primeiro filme. E é isso que define se você deve assistir ou não a sequência. Não é o tipo de produção para qualquer um. Quem gosta do humor de Seth MacFarlane, certamente ficará satisfeito com o resultado. Quem não aprecia este tipo de comédia, deve passar longe.
Expectativa da estante: alta
---
17/09
Maze Runner 2 - Prova de Fogo
“Maze Runner” é o típico filme de nicho. Adaptação de obra literária. No primeiro episódio, foi mantido pela boa base de fãs (que garantiram uma bilheteria dez vezes maior do que o valor gasto na produção). Muitos outros conheceram a história apenas no cinema, e irão repetir a dose. Por isso, a expectativa da Fox é um retorno financeiro ainda maior. Quem não é fã, não vai ter nenhum problema em esperar o lançamento em home vídeo.
Expectativa da estante: baixa
---
08/10
Peter Pan
Seguindo a linha atual das adaptações live-action dos clássicos infantis, “Peter Pan” também será reinventado. Mesmo assim, é mais um caso da história que todo mundo conhece e mesmo assim, lota os cinemas. Não no meu caso. É o tipo de filme que eu não pretendo ver nem no Blu-ray. Talvez, trocando de canal, pegando lá pela metade.
Expectativa da estante: baixa
---
05/11
007 Contra SPECTRE
Parece que foi ainda ontem aquela polêmica com a contratação de Daniel Craig para viver o novo James Bond. Mas já passaram dez anos. Nesse tempo, tivemos o ótimo “Cassino Royale”, o bom “Quantum of Solace” e o hit “Operação Skyfall”, primeiro filme da série a superar 1 bilhão de dólares em bilheteria. Com o sequência de Sam Mendes na direção e retorno de nomes como Ralph Fiennes, a produção promete, já que deve mergulhar na mitologia do personagem. Aguardando ansiosamente não apenas o filme, mas também a música tema, que desta vez será interpretada por Sam Smith.
Expectativa da estante: alta
---
19/11
Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 2
Certamente, a adaptação literária mais aguardada do ano. O final da batalha de Katniss e da resistência contra a Capital deve levar uma multidão aos cinemas. Acredito que pode inclusive chegar ao clube do 1 bilhão (o filme anterior arrecadou 752 milhões de dólares). Eu sou um dos tantos que não gostou da primeira parte. Nesta mania de dividir os livros finais em duas partes, mais uma vez, a inicial foi arrastada e desinteressante. Mas isso aumenta ainda mais a expectativa por uma boa conclusão.
Expectativa da estante: alta
---
17/12
Star Wars VII - O Despertar da Força
Por último, mas não menos importante. Perdoem-me os fãs da Marvel, mas este é o grande blockbuster do ano. “O Despertar da Força” já era um sucesso garantido desde o momento em que foi anunciado. Continuação da trilogia clássica, com os personagens favoritos de todo mundo e sob a direção de um apaixonado como J.J. Abrams. Se as expectativas já eram grandes, ficaram ainda maiores após a divulgação do último trailer, no mês passado. Mais do que um filme, o lançamento do Episódio VII vai ser um evento!
Thiago Oliveira. Mais perto dos 30 do que dos 20. Jornalista formado. Gaúcho radicado em Santa Catarina. Gremista. Cinéfilo. Colecionador softcore. Atleta de fim de semana. Nerd nas horas vagas. Gosta de brincar com as palavras em tempo integral.