E chegamos ao fim da Fase 2 do universo cinematográfico da Marvel. O estúdio decidiu não terminar essa fase com os “Vingadores”, mas com um filme que muitos tinham desconfianças. Alguns achavam que poderia ser uma bomba. Mas não foi.
"Homem-Formiga" é o tipo de filme que o Capitão América ia adorar, pois é cheio de referências. A primeira cena já é um flashback com rostos conhecidos e a coisa só aumenta, ou seja, um prato cheio para os fãs.
A história começa sem presa, apresentando o protagonista, a situação difícil em que se encontra, o drama familiar, o dilema de voltar a praticar roubos (opa, furtos)... Mas o filme faz isso de maneira leve e com bom humor, o que ajuda ainda mais o público a simpatizar com o herói. Depois de invadir a casa de Hank Pym (Michael Douglas), Scott Lang (Paul Rudd) é recrutado para ser o Homem-Formiga (fiquei esperando ele perguntar “é muito tarde para mudar o nome?”, mas a cena foi tirada do corte final do filme).
Em seguida começa o divertido treinamento de Scott, com testes com o uniforme, controle das formigas e Hope mostrando como é sensacional, fazendo o espectador questionar se não seria mesmo melhor deixá-la assumir o lugar do Homem-Formiga.
O elenco dispensa apresentações. Paul Rudd, um ator subaproveitado em Hollywood, foi uma ótima escolha para o personagem título, pois ele tem o carisma necessário para levar o filme. Michael Douglas se diverte no papel de Hank Pym, enquanto Evangeline Lilly (a eterna Kate de Lost) mostra toda a força de Hope e se mostra pronta para alcançar voos mais altos no futuro da personagem. Já o ótimo Corey Stoll não tem muito a oferecer com um vilão fraco e caricato (aliás, vilões não costumam ser o ponto forte dos filmes da Marvel).
Enfim, não foi o desastre que muitos esperavam. É um filme leve, divertido e correto. Não chega ao nível de um “Capitão América: Soldado Invernal”, mas cumpre bem o seu papel. Vale a conferida no cinema (de preferência em 2D) e esperar 2016 para ver o Homem-Formiga de volta na Guerra Civil.
Ah, e ao contrário dos últimos filmes, esse tem duas cenas pós-créditos bem interessantes.
Cinderela já achou o sapatinho de cristal. Toretto já se despediu do Brian. E os Vingadores já estão prontos para a Guerra Civil. Os três primeiros blockbusters do ano já arrecadaram, mundialmente, mais de 2,5 bilhões de dólares. E os números da indústria devem aumentar ainda mais, já que para o “cinema pipoca”, a temporada está apenas começando. Então confira o calendário com os grandes lançamentos de 2015 nas telonas.
14/05
Mad Max: Estrada da Fúria
Depois de 30 anos, Max Rockatansky está de volta. O personagem que deu vida à carreira de Mel Gibson agora pertence a Tom Hardy (o Bane, de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”), que tem a missão de fazer com que o público esqueça “Mad Max Além da Cúpula do Trovão” (1985). Aliás, a trama, que será dirigida pelo criador da franquia, George Miller, se passará pouco tempo após os eventos do terceiro filme. Fica a expectativa para ver como Max, ícone dos anos 80, será apresentado para a nova geração.
Expectativa da estante: média
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21/05
Poltergeist - O Fenômeno
Mais um clássico de terror dos anos 80 que ganha um remake. Não deu certo com Halloween, com Sexta-Feira 13, ou com A Hora do Pesadelo.E não acho que vai ser desta vez. Pode entreter por 90 minutos, mas depois deve ser esquecido. Ao contrário do original, que está na história.
Expectativa da estante: baixa
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28/05
Terremoto: A Falha de San Andreas
Mais um filme catástrofe. É aquela coisa que todo mundo já sabe como vai ser, já sabe como vai acabar, mas mesmo assim, leva multidões ao cinema. Até porque conta com o carisma de Dwayne “The Rock” Johnson. Também chama a atenção o fato do longa ser lançado um mês após o desastre na Ásia, que vitimou mais de 5 mil pessoas no Nepal e na Índia. A Warner não irá alterar a data de estreia, mas mudou a campanha de divulgação.
Expectativa da estante: baixa
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04/06
Tomorrowland - Terra do Amanhã
Não, não é o evento de música eletrônica que foi realizado neste fim de semana. “Tomorrowland” é o novo filme da Disney, inspirado em uma das atrações do parque temático. Já deu certo com “Piratas do Caribe” e se depender do pessoal envolvido, deve ser mais uma bola dentro. A produção é dirigida pelo ótimo Brad Bird (“Os Incríveis”, “Ratatouille” e “Missão Impossível - Protocolo Fantasma”), escrita por Damon Lindelof (Lost) e com nomes como George Clooney e Hugh Laurie no elenco.
Expectativa da estante: alta
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11/06
Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros
“Jurassic Park” é um dos principais filmes da história do cinema. Ajudou a definir o gênero blockbuster, seja pela ótima aventura ou pelos efeitos especiais, revolucionários para a época. Em uma época em que produções chegam a faturar mais de 1 bilhão de dólares, recomeçar a franquia dos dinossauros com nomes como Chris Pratt (o Peter Quill de “Guardiões da Galáxia”) e Vincent D’Onofrio (o Wilson Fisk da série do Demolidor) parece uma decisão acertada. A única dúvida é o inexperiente diretor Colin Trevorrow, mas Spielberg está na produção. Filme para ver em IMAX!
Expectativa da estante: alta
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18/06
Divertida Mente
Pixar. Isso deveria ser suficiente para convencer você a ir ao cinema. Mas é Pixar com uma história nova, o que não acontecia desde 2012, com o controverso “Valente”. Para dar vida ao universo que habita a mente da menina Riley, John Lasseter chamou o diretor Pete Docter e o produtor Jonas Rivera, responsáveis pelo sucesso de “Up - Altas Aventuras” (2009). É a oportunidade do estúdio voltar a mostrar aquela magia clássica, que fez com que todo mundo suspirasse ao ver a luminária saltitante.
Expectativa da estante: alta
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18/06
Dragon Ball Z - O Renascimento de Freeza
Pode não ser blockbuster. Mas Dragon Ball tem um público fiel, que promete não fazer feio nas bilheterias brasileiras. Tanto que desta vez, o filme é distribuído pela Fox, o que garante um número maior de salas para exibição. A história, como em todos os filmes de DB, é o que menos interessa. Vai ter luta aqui, luta ali, derrota, alguma transformação e a vitória. A vantagem, é que desta vez, o inimigo e o Freeza. E os dubladores originais estão garantidos. Ou seja, o poder da nostalgia vai ser de mais de oito mil!
Expectativa da estante: média
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25/06
Minions
Os minions roubaram a cena no primeiro “Meu Malvado Favorito” e salvaram o segundo. Era óbvio que cedo ou tarde eles iriam ganhar um filme próprio, e a hora chegou. Os serezinhos amarelos têm tanto carisma, que o filme nem precisaria de roteiro para garantir uma boa bilheteria e vendas de brinquedos. Mas a Illumination Entertainment mandou bem ao criar uma história que se passa antes aos eventos da produção original. E com direito a Sandra Bullock para dar voz à supervilã da vez.
Expectativa da estante: alta
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02/07
O Exterminador do Futuro: Gênesis
Tudo que eu escrevi acima, sobre “Jurassic Park”, vale para “O Exterminador do Futuro”. O primeiro é um clássico. O segundo é uma lenda. Os dois filmes sequentes não agradaram, então, nada melhor do que um reboot para recomeçar a história. E com direito a Schwarzenegger como o T-800 e a Khaleesi, ou melhor, Emilia Clarke como Sarah Connor. Expectativa de boas cenas de ação e ótimos efeitos especiais. Pena que os trailers já entregaram quase toda a história.
Expectativa da estante: alta
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16/07
Homem-Formiga
Em 2014 ninguém sabia o que esperar de “Guardiões da Galáxia”. Deu no que deu. A expectativa da Marvel é repetir a história com “Homem-Formiga”, um dos heróis mais importantes dentro do universo da editora, mas quase desconhecido fora do círculo das HQs.
Paul Rudd tem carisma suficiente para levar o filme, mas em todo o caso, Michael Douglas está no apoio. Quero ver como o personagem vai ser incluído no universo cinematográfico da Casa das Ideias, já que parece tudo pronto para a Guerra Civil, e o formigão não parece ter lugar na história.
Expectativa da estante: alta
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16/07
Cidades de Papel
E para enfrentar “Homem-Formiga”, a Fox aposta em John Green. No ano passado, “A Culpa é das Estrelas”, outra adaptação do autor, arrecadou mais de 300 milhões de dólares mundialmente. Quem gostou do livro, vai aos cinemas. E tem quem não gostou, caso da minha esposa, que também está curiosa para ver o resultado final. Por isso, aposto em mais um sucesso de bilheteria.
Expectativa da estante: baixa
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23/07
Pixels
O roteiro esbanja originalidade. Após o envio ao espaço de uma capsula do tempo com exemplos da cultura terrestre, o planeta é invadido por alienígenas pixelizados na forma de vídeo games, como Pac-Man e Donkey Kong. É daí que surge o problema. Para salvar a Terra, chama Adam Sandler. Eu sou fã do cara,mas faz tempo que ele não dá uma dentro. E para piorar, a direção é do limitado Chris Columbus, ou seja, não se pode esperar nenhum tipo de ousadia. Tem potencial para ser divertidíssimo. Mas corre o risco de ser uma bomba.
Expectativa da estante: média
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06/08
Quarteto Fantástico
É a grande incógnita da temporada. Depois dos dois primeiros filmes do “Quarteto Fantástico”, ninguém colocou muita fé em uma produção. A seleção do elenco não inspirou confiança. Mas é nela que eu aposto. Miles Teller, Kate Mara, Jamie Bell e Michael B. Jordan são muito talentosos. O diretor Josh Trank também mostrou muita competência no seu filme de estreia, “Poder Sem Limites” (que tinha Jordan no elenco). Vale o voto de confiança!
Expectativa da estante: alta
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13/08
Missão Impossível 5 - Nação Secreta
A única missão impossível aqui é não esperar mais do mesmo. Desde o segundo filme (já que o primeiro teve uma atmosfera mais séria), vemos o personagem de Tom Cruise vivendo todos os tipos de situações absurdas. Mas que funcionam muito bem na tela. É o tipo de produção para se divertir por duas horas e só lembrar que existe durante alguma reprise na televisão.
Expectativa da estante: média
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27/08
Ted 2
Sou fã quase incondicional de “Family Guy”, por isso, é óbvio que eu quase morri de rir com o primeiro filme. E é isso que define se você deve assistir ou não a sequência. Não é o tipo de produção para qualquer um. Quem gosta do humor de Seth MacFarlane, certamente ficará satisfeito com o resultado. Quem não aprecia este tipo de comédia, deve passar longe.
Expectativa da estante: alta
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17/09
Maze Runner 2 - Prova de Fogo
“Maze Runner” é o típico filme de nicho. Adaptação de obra literária. No primeiro episódio, foi mantido pela boa base de fãs (que garantiram uma bilheteria dez vezes maior do que o valor gasto na produção). Muitos outros conheceram a história apenas no cinema, e irão repetir a dose. Por isso, a expectativa da Fox é um retorno financeiro ainda maior. Quem não é fã, não vai ter nenhum problema em esperar o lançamento em home vídeo.
Expectativa da estante: baixa
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08/10
Peter Pan
Seguindo a linha atual das adaptações live-action dos clássicos infantis, “Peter Pan” também será reinventado. Mesmo assim, é mais um caso da história que todo mundo conhece e mesmo assim, lota os cinemas. Não no meu caso. É o tipo de filme que eu não pretendo ver nem no Blu-ray. Talvez, trocando de canal, pegando lá pela metade.
Expectativa da estante: baixa
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05/11
007 Contra SPECTRE
Parece que foi ainda ontem aquela polêmica com a contratação de Daniel Craig para viver o novo James Bond. Mas já passaram dez anos. Nesse tempo, tivemos o ótimo “Cassino Royale”, o bom “Quantum of Solace” e o hit “Operação Skyfall”, primeiro filme da série a superar 1 bilhão de dólares em bilheteria. Com o sequência de Sam Mendes na direção e retorno de nomes como Ralph Fiennes, a produção promete, já que deve mergulhar na mitologia do personagem. Aguardando ansiosamente não apenas o filme, mas também a música tema, que desta vez será interpretada por Sam Smith.
Expectativa da estante: alta
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19/11
Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 2
Certamente, a adaptação literária mais aguardada do ano. O final da batalha de Katniss e da resistência contra a Capital deve levar uma multidão aos cinemas. Acredito que pode inclusive chegar ao clube do 1 bilhão (o filme anterior arrecadou 752 milhões de dólares). Eu sou um dos tantos que não gostou da primeira parte. Nesta mania de dividir os livros finais em duas partes, mais uma vez, a inicial foi arrastada e desinteressante. Mas isso aumenta ainda mais a expectativa por uma boa conclusão.
Expectativa da estante: alta
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17/12
Star Wars VII - O Despertar da Força
Por último, mas não menos importante. Perdoem-me os fãs da Marvel, mas este é o grande blockbuster do ano. “O Despertar da Força” já era um sucesso garantido desde o momento em que foi anunciado. Continuação da trilogia clássica, com os personagens favoritos de todo mundo e sob a direção de um apaixonado como J.J. Abrams. Se as expectativas já eram grandes, ficaram ainda maiores após a divulgação do último trailer, no mês passado. Mais do que um filme, o lançamento do Episódio VII vai ser um evento!
Como boa produção da Disney, “Vingadores: Era de Ultron” é um conto de fadas. A história do Pinóquio que se rebelou contra Gepeto e decidiu destruir toda a humanidade. Assim pode ser resumido o filme que em meia semana arrecadou mais de 200 milhões de dólares sem nem ao menos ter estreado nos Estados Unidos.
Para quem ainda não assistiu: é bom? Muito. Cinema pipoca da melhor qualidade. Supera o primeiro? Sim. É o melhor da Marvel? Talvez. É difícil comparar um filme solo com uma reunião de astros, que precisam de atenção dividida. Mas Joss Whedon soube não apenas destacar cada um dos heróis, como também, os homens por trás das fantasias.
Humanização é o grande trunfo do filme, e atende pelo nome de Clint Barton (Jeremy Renner). O Gavião Arqueiro é o elo entre o espectador e o supergrupo. Apesar do treinamento na SHIELD, ele não tem poderes e nem um traje tecnológico. Mesmo assim, sabe da importância para a equipe e não recusa o trabalho, por mais sujo que seja. Agradou tanto que merecia uma produção própria. Que tal uma série pelo Netflix?
Outro acerto é mostrar a evolução dos personagens. Tudo que eles fizeram nos filmes anteriores os levaram até ali. Da armadura de lata, Tony é dono de um exercito de homens de ferro. Porém, o ego ocasiona os eventos com Ultron. No meio de um super soldado e um deus, Stark sabe que se não fosse por ele, não teria vitória na batalha de Nova Iorque do primeiro “Vingadores”.
O super soldado e o deus estão apagados. Capitão lidera, entra em conflito com o Homem de Ferro, mas não passa disso. Já Thor é o responsável pela descoberta que deve desencadear a maior batalha dos Vingadores, mas chama mais atenção pelas piadinhas com o martelo.
Quem ganha espaço – e que fez muito bem ao filme – é o gigante esmeralda. Por mais que não entrasse em batalha, Hulk já faria os fãs felizes pelo carisma. Mas ele luta. E muito – Tony Stark que diga. Porém, a principal atenção dele no roteiro é a relação entre Bruce Banner e a Viúva Negra. É um casal, que por incrível que pareça, faz sentido, para a alegria da audiência shipper.
Os novos personagens também têm bons momentos.
Os gêmeos Maximoff possuem motivações compreensíveis para lutarem contra os Vingadores – e ainda mais para mudarem de lado. Se falta a Pietro (Aaron Taylor-Johnson), a plasticidade do Mercúrio de “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido”, sobra personalidade. Da amargura de um possível vilão, se torna um herói no melhor sentido da palavra. Já Wanda (Elizabeth Olsen) mostra-se a mais poderosa do grupo, mas a impressão que fica, é que ela deve ser melhor utilizada nos próximos filmes.
Por fim, mas não menos importante, Ultron e Visão. Ligados desde o início, os dois surgem do sonho (distorcido), de Tony Stark, de um mundo melhor. O andróide interpretado por Paul Bettany é espetacular. Poderosíssimo e dono dos melhores diálogos durante as quase duas horas e meia de filme. O mais incrível é que Whedon soube utilizar o visual clássico do personagem, colorido, sem ficar ridículo. Pelo contrário, sobra estilo ao Visão.
Já o vilão que dá nome ao filme me decepcionou. Ultron cai no mesmo problema de Loki. Falta foco ao personagem, que não tem suas motivações claras em nenhum momento. Além disso, a expectativa era de um robô quase invencível. Não era. Ele não aparenta ser uma ameaça aos protagonistas, como era, por exemplo, Ronan, em “Guardiões da Galáxia”.
Não vejo “Era de Ultron” como um filme que tenta ser grandioso apenas para superar o antecessor. Ele é melhor que o primeiro “Vingadores” em todos os sentidos. O roteiro é mais conciso. Os personagens são bem trabalhados. E é bem humorado, mas sem aquele excesso de piadinhas desnecessárias.
A falha dele está justamente nas expectativas que gerou. Todas as grandes cenas estão nos trailers. Então nada surpreende. Inclusive os motivos para tais acontecimentos pareciam que seriam mais fortes nas prévias. Mas daí, a culpa talvez seja nossa, e não da Marvel.
Com o fim de mais uma reunião de heróis, está tudo pronto para os dois eventos mais importantes do universo da editora/produtora: a Guerra Civil e a Guerra Infinita. E antes disso, ainda teremos o fim da fase 2 com “Homem-Formiga”, em julho. Ou seja, Marvel não faltará!
Thiago Oliveira. Mais perto dos 30 do que dos 20. Jornalista formado. Gaúcho radicado em Santa Catarina. Gremista. Cinéfilo. Colecionador softcore. Atleta de fim de semana. Nerd nas horas vagas. Gosta de brincar com as palavras em tempo integral.