Cinemito comenta – Vingadores: Era de Ultron

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Nota do editor A estante é pequena, mas sempre tem espaço para o que é bom. Por isso, os amigos do Cinemito, assumem o teclado para falar do filme da semana (ainda é cedo para dizer que é o filme do ano). O Thiago, atrasado, só deve pegar a sessão de sábado, por isso, a outra crítica fica para o domingo. 




Três anos se passaram desde o primeiro “Vingadores”, e durante esse tempo, podemos acompanhar Tony Stark enfrentando traumas causados pela batalha de NY em “Homem de Ferro 3”, Thor mais uma vez salvando a Terra em “O Mundo Sombrio”, e o Capitão tendo que lutar contra seu amigo Bucky e a queda da SHIELD em “O Soldado Invernal”. Ou seja, tivemos diversas oportunidades de conhecer melhor esses personagens e suas histórias. Por isso “Era de Ultron” não perde tempo com apresentações e já começa partindo para a ação com o grupo invadindo uma base da Hydra para recuperar o cetro de Loki.

Com o objeto em mãos, Tony Stark e Bruce Banner planejam criar um ser próximo da perfeição, que os ajudaria a trazer a paz mundial. Mas tudo sai fora de controle. Com isso, surge Ultron, que logo se mostra uma ameaça muito maior do que foi Loki (que, vamos ser sinceros, o filho de Odin ameaçou, fez discursos de super vilão, e no final acabou derrotado com meia dúzia de porradas do Hulk).



Mas Ultron não está sozinho. Com ele estão os gêmeos Wanda (Feiticeira Escarlate) e Pietro (Mercúrio). Por questões legais, eles não são mais mutantes, e sim "aprimorados'', mas se destacam desde o início. A super velocidade de Mercúrio não gera uma cena tão interessante quanto aquela de “X-Men - Dias de Um Futuro Esquecido”, mesmo assim, ele tem bons momentos, principalmente junto com o Gavião Arqueiro. Mas é a Feiticeira Escarlate o grande destaque do filme. Incrivelmente poderosa, ela é responsável por desequilibrar mentalmente os Vingadores, fazendo-os encarar seus maiores medos.

Personagens coadjuvantes voltam (uns mais, outros menos importantes). Não vamos dizer quem e quando, para não estragar a surpresar (ok, talvez não seja ''oh, que surpresa'', mas é legal ver um personagem meio inesperado aparecer do nada). E tem, claro, o surgimento do Visão. O personagem chega com estilo e não decepciona. Além de ter um ótimo diálogo sobre a humanidade.



Esta sequência é um filme bem diferente do primeiro “Vingadores”. Há um maior desenvolvimento dos personagens. Entendemos melhor seus pensamentos, suas motivações, conhecemos mais o passado de alguns, a família de outros, como Laura Barton (Linda Cardellini, que para quem não reconheceu, fez a Velma nos filmes do “Scooby-Doo”) e também já vemos alguns indícios de Guerra Civil. E o principal: todos os heróis tem seu momento de destaque. Ninguém é esquecido. Não se preocupe, o filme não é “Homem de Ferro & Amigos”.

Mas não pense que por causa disso falte ação. Isso tem aos montes. A cena inicial, Hulk x Hulkbuster, Capitão x Ultron, a batalha final... Com certeza fazem valer o ingresso e não vão decepcionar ninguém.



Vingadores: Era de Ultron” anda dividindo opiniões, e acredito que os realizadores já previam isso. Talvez não seja o filme que muitos esperavam, mas era o filme que a Marvel precisava no momento. Era a história que precisava ser contada, pois tudo vai repercutir muito no universo cinematográfico da empresa, seja na Guerra Civil, seja no Pantera Negra ou até, quem sabe, em “Guardiões da Galáxia 2”...

Enfim, se você ainda não assistiu, pode ir no cinema sem medo, por que vai se divertir, vai ver uma história interessante e, na pior das hipóteses, é sempre bom ver o Hulk esmagando os vilões.

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