O mercado de animes em home vídeo no Brasil – parte 7
Quem acompanhou as demais postagens deste especial deve
ter reparado que anime no Brasil é quase sinônimo de distribuidoras
independentes. É só ver os exemplos: Playarte, Focus, Flashstar, Imagem, além
de outras ainda menores. Mas onde estão as gigantes nesta história?
A major que mais apostou em animes foi a Sony, mas de uma
forma bastante tímida. Ela trouxe bons títulos de filmes ao país (a maioria já
raros) e algumas séries que não tiveram muito destaque, como a última versão de
“Astro Boy”, que tinha as crianças como público-alvo. Pelo menos os 50
episódios foram lançados.
As versões em anime de “X-Men” e “Wolverine” também foram
concluídas. Mesma sorte não teve “Cyborg 009”. Dos 51 episódios, apenas oito
chegaram ao home vídeo brasileiro.
Os longas ganharam mais destaque. Foram lançados “Steamboy”,
“Memories” e “Metrópolis”, de Katsuhiro Otomo (o gênio por trás de “Akira”); “Paprika”
e “Tokyo Godfathers”, do saudoso Satoshi Kon; além de “The Sky Crawlers”, “Onigamiden
- A Lenda Do Dragão Milenar”, “First Squad: A Hora da Verdade”, “Tekkon Kinkreet”,
“Final Fantasy VII – Advent Children” (este lançado também em blu-ray) e “Cowboy Bebop: O Filme” (bem que
poderia sair a série também!).
Outra série que chegou ao país, e mesmo sem muito
destaque foi concluída, é “Ragnarok”, lançada na década passada pela Paramount.
O anime baseado no jogo teve os 26 episódios disponibilizados no Brasil.
Já a Warner, mesmo sem muito alarde, conseguiu boas vendas com "Bakugan" e a sequência "Bakugan - Nova Vestróia". Porém, o foco foi o público mais jovem, que assiste animes pelo Cartoon, já que não se deram nem o trabalho de colocar o áudio original em japonês, ficando apenas a (criticada) dublagem em português e em inglês.
Antes disso, a história da distribuidora podia se resumir em dois fenômenos: “Pokémon” e “Yu-Gi-Oh”. A empresa lançou os três primeiros filmes de Ash e sua turma lááá no início dos anos 2000 (e eu fui no cinema em todos). As edições em home vídeo eram até legais, com cartas do TCG da série. O primeiro longa, inclusive, é um dos títulos nacionais mais cobiçados pelos colecionadores, dada a sua raridade (estou aceitando de presente, aliás!).
Antes disso, a história da distribuidora podia se resumir em dois fenômenos: “Pokémon” e “Yu-Gi-Oh”. A empresa lançou os três primeiros filmes de Ash e sua turma lááá no início dos anos 2000 (e eu fui no cinema em todos). As edições em home vídeo eram até legais, com cartas do TCG da série. O primeiro longa, inclusive, é um dos títulos nacionais mais cobiçados pelos colecionadores, dada a sua raridade (estou aceitando de presente, aliás!).
A Fox, até pouco tempo, tinha lançado apenas o filme de “Digimon”
(que é uma compilação com três histórias lançadas no Japão), mas voltou à cena
com mais um longa. “Dragon Ball Z: O Renascimento de F” ganhou espaço nos
cinemas e deve chegar às lojas no fim de outubro.
Em resumo, as majors não dão a mínima para o setor. Sem
coragem ou visão para apostar no lançamento de uma série de destaque, ficam
apenas com filmes, já que a chance de prejuízo neste caso é bem menor. No caso
da Sony, poderia dizer que não fizeram mais do que a obrigação, já que possuíam
os direitos sobre as produções, caso de “Astro Boy”, mas isso não ocorreu com “Samurai
X”, já que foi a responsável pelo lançamento na TV.
Pegando a falta de iniciativa das gigantes e somamos ao
despreparo das independentes, temos como resultado o nosso mercado: fraco e previsível.
Podem me chamar de pessimista, mas perdemos a chance de ter uma boa oferta de
animes em home vídeo há muito tempo. Agora, o que vier é lucro.
Amanhã, a última parte!
Confira também as outras partes deste especial:



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