A (péssima) experiência de comprar na Brookfilm (Brookfun)



Dona de um interessantíssimo acervo de filmes cults (e de algumas polêmicas dentro do mundo colecionístico) a Brookfilm/Brookfun chamou atenção na semana anterior a Black Friday com um feirão de seminovos, e com os bons títulos oferecidos e os preços bastante interessantes, resolvi arriscar (a lista ainda está disponível neste link). Seguem as minhas (nada boas) impressões.

A lista de BDs foi disponibilizada na tarde do dia 19 de novembro. Poucos minutos depois, efetuei o pedido, apesar das dúvidas a respeito, já que era preciso primeiro selecionar a quantidade de filmes (sem nem saber se tinha em estoque) e depois mandar os escolhidos por e-mail. O anúncio é específico: “De todos estes itens temos boa quantidade em estoque”, por isso confiei.

Pedi oito filmes em BD: “À Prova de Morte”, “Cães de Aluguel”, “A Vida Secreta de Walter Mitty”, “Crash – No Limite”, “Enrolados”, “A Liberdade é Azul”, “A Igualdade é Branca” e “A Fraternidade é Vermelha”.


O pedido foi feito no dia 19 de novembro, mas só foi enviado em 27 de novembro. Passados 18 dias após a compra, chegou:



Diferente de outros colegas que compraram, não tive a sorte de receber a encomenda em uma caixa. Os estojos foram embalados em papel pardo, plástico bolha e outra camada de papel pardo (como mostra a foto do topo). Pouco para o atendimento "carinhoso" dos nossos carteiros. Por sorte, chegaram intactos, e nenhum disco estava solto.



As capas, como eu esperava, não eram as originais. A justificativa dada para alguns compradores, é que elas estavam com selos da Receita Federal, pois receberam como pagamento de uma indenização. Como já sabia, não me importei com o fato.



Os discos, porém, são originais. Nada de mídia preta, como questionado por alguns. Tanto que fotografei a televisão com o menu de "A Igualdade é Branca", lançado pela Versátil e que não se encontra por aí facilmente.

Alguns discos vieram como novos. Outros, possuíam marcas de dedos ou até alguns arranhões ("Cães de Aluguel" estava bem judiado), mas testei todos, e funcionaram perfeitamente, sem nenhum travamento.

O leitor mais atento, porém, deve ter reparado que eu encomendei oito BDs. Chegaram sete. Sim, "À Prova de Morte", o principal filme do pedido, simplesmente, não estava no pacote (e por relatos de outras pessoas que compraram, eu não fui o único "sortudo").

Tentei contato pelo telefone que consta no site da empresa, mas a voz do outro lado apenas dizia que "este número não existe". Fui então para o e-mail. A resposta foi a seguinte:

"Boa tarde, Sr. Thiago.

Infelizmente este link esgotou-se.
O Sr. poderá escolher outro item para substituí-lo e lhe enviaremos sem custos".

Respondi o e-mail informando que não me interessava outro item, queria aquele pelo qual eu paguei, e por ter sido um dos primeiros a comprar, deveria receber. E aquela história de "boa quantidade em estoque"?

Até agora não recebi nenhuma resposta. Também mandei uma mensagem para o Facebook do dono da empresa, mas fui ignorado. Aliás, eu comprei de pessoa jurídica, com CNPF, mas não recebi nota fiscal...

Depois de toda essa novela (que ainda não acabou), posso dizer que NÃO recomendo a compra. Até mesmo o site da AnimesDVD é mais organizado para enviar os pedidos.

ATUALIZAÇÃO (08/12)

Depois de 24 horas, a empresa respondeu o e-mail em que eu disse que queria receber aquilo pelo qual paguei:



Falam em regras, mas segue o que consta no link que eu passei acima:

#De todos estes itens temos boa quantidade em estoque. E, estaremos atualizando as listagens algumas vezes ao dia. Caso algum produto tenha se esgotado, entraremos em contato informando através de e-mail e sugerindo outros produtos para substituição. *Atenção: “Não atenderemos solicitações de verificação de estoque de pessoas que não tenham efetivamente realizado pedido”.

Se eu fui um dos primeiros a comprar e tinha boa quantidade em estoque, como assim esgotou e eu não recebi? Além do mais, não entraram em contato através de e-mail nem para avisar que não tinham mais e nem oferecendo outro item para substituição. Como demoraram oito dias para o envio, poderiam ter aviso, não acham? Ou talvez pensaram "ah, o cara é bobo, não vai nem perceber que foi um a menos"...

ATUALIZAÇÃO 2 (08/12)

Após o e-mail que me atentava das "regras", resolvi responder que nem eles as respeitavam. E ainda citei o blog, dizendo que faço questão de mostrar como eles tratam os clientes. A resposta deles é quase nonsense:

Este é o e-mail que eu enviei, já irritado com a postura apresentada

Já este, é o e-mail com a resposta absurda da "empresa"

De uma maneira bastante resumida, se fizeram de vítimas. Não leram (será?) e chamaram de "chantagem caluniosa e difamatória". Antes, falaram em leviandade. Neste meio tempo querem de volta o que venderam e ainda tentam censurar o meu direito de mostrar as barbaridades praticadas. Eis o último e-mail que eu enviei (e que ainda aguarda por resposta):


ATUALIZAÇÃO (09/12)

A cada dia, esta história fica mais inacreditável. Primeiro, pela maneira como o dono da "empresa", respondeu ao amigo Guilherme Oliveira, que apenas pediu pelo Facebook, que ele se manifestasse...


Pelo menos, por e-mail, decidiu se manifestar. Desta vez, não apelou para a baixaria. Apenas deu a entender que não vai enviar a mercadoria que falta (o que, independente do valor, sinaliza calote), e ainda pediu, pela segunda vez, que eu devolvesse o que eu recebi, o que vai totalmente contra o Código de Defesa do Consumidor:


Se não quer a "minha grana", ótimo. Que pegue os R$ 97 do meu pedido, gaste em brinquedos e faça mais feliz o Natal de algumas crianças...

Se eu já não recomendava a compra antes, depois disso, não preciso nem comentar. Fácil, a pior experiência de pós-venda já apresentada. Enquanto isso, já cansei de marcar o dono da empresa em um grupo do Facebook que ele participa. Continuo esperando o retorno. Acho melhor esperar sentado.

Sabe aquela história de que o barato sai caro? Pois é...

As novidades de novembro na estante



Novembro. Era para ser só o mês da Black Friday. Mas as lojas insistiram em tirar o nosso querido dinheirinho durante os 30 dias, com promoções durante todo o período.

A mais volumosa (e barata) foi em Porto Alegre, em um dos meus pulos nas distribuidoras de filmes. Desta vez, foram 17 DVDs, a grande maioria custando entre R$ 2 e 3. Muitos vão reclamar que são filmes ruins e tal (e muitos são, sim), mas são títulos que marcaram infância/adolescência e merecem um lugar na estante, nem que seja em um cantinho escondido.

A grande alegria foi encontrar "Pokémon - O Filme", por menos de R$ 10 (enquanto no Mercado Livre, quando aparece, é por, pelo menos, R$ 150). Apesar da capa estar bastante judiada, o disco estava como novo (e nada que um novo encarte não resolva!). Para completar, aproveitei para pegar o blu-ray 3D de "Thor", um dos que faltavam para completar a coleção Marvel.



Da Saraiva física, da promoção de 3 por 2, filmes que eu esperava há tempos. "Rango" é uma das animações mais subestimadas de todos os tempos (até a moça do caixa chegou a elogiar). "Questão de Tempo" é um daqueles títulos água com açúcar para rever milhares de vezes, mas é outro que não é conhecido como deveria. E por fim, "Scott Pilgrim Contra o Mundo", que eu não encontrava em lugar nenhum.



Da Livraria Cultura, veio a (enorme) caixa de "Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Hades". Todos os detalhes da edição, mais fotos e um vídeo estão disponíveis neste post.



Também da Livraria Cultura, mas pelo site, a promoção do terceiro item com desconto garantiu mais alguns títulos da Disney para a estante, entre eles, o clássico "As Aventuras de Ichabod e Sr. Sapo".

Saindo da empresa do Mickey, mas ainda na Cultura, "O Reino dos Gatos", mais um para a coleção do Studio Ghibli; o ótimo drama/musical "Mesmo Se Nada Der Certo", com Mark Ruffalo, Keira Knightley e Adam Levine; e a excelente edição com os dois "Os Caça-Fantasmas". O único lado negativo é o case em tamanho de DVD.





Do Submarino, chegaram "Bob Esponja: Um Herói Fora D'Água", segundo longa do personagem da Nickelodeon; "Cobain: Montage of Heck", documentário sobre a vida do vocalista do Nirvana, produzido pela filha do próprio Kurt; e a ficção "Projeto Almanaque", um dos filmes mais divertidos dos últimos anos sobre viagem no tempo.



Depois de quase um ano, voltei a fazer um pedido na AnimesDVD. Peguei a nova edição de "Yu Yu Hakusho", em 1080p, além dos primeiros discos de "Dragon Ball" e "Dragon Ball Z". Dá para notar a melhora do trabalho.

Logo logo vão ganhar um novo post especial (e com direito a promoção, fiquem ligados!).



E por fim, a Black Friday. A maioria dos itens ainda nem chegaram (infelizmente, as encomendas insistem em demorar a chegar no interior de Santa Catarina), mas as Lojas Americanas físicas ajudaram muito com aquela promoção de tudo com 50% de desconto.

Destaque para o recém-lançado "Homem-Formiga", que completa tudo o que foi lançado pela Marvel nos cinemas (pelo menos até agora), a edição dupla de "Interestelar" e "Mad Max - Estrada da Fúria", um dos filmes do ano, em 3D e com luva lenticular sensacional.


A sexta temporada de The Walking Dead até então...



Quase. Assim pode ser definida a primeira metade da sexta temporada de “The Walking Dead”. A série teve a oportunidade de sair do lugar comum, de dar um avanço significativo na história e entrar no rol das grandes produções da atualidade. Mas insistiu, mais uma vez, em ficar no quase.

Ao contrário do início da quinta temporada, quando estava estabelecido um gancho angustiante, com a batalha em Terminus, no sexto ano, um novo arco é estabelecido. E ele agrada já no primeiro episódio, com o plano de Rick para afastar os zumbis de Alexandria, deixando bem claro que a partir deste ponto, a vida em comunidade marcará a tônica da série.

O primeiro episódio, aliás, é um dos grandes da série, sem nem precisar de grandes sequências de ação. Apostando em uma estrutura narrativa diferente (comentada neste post), “First Time Again” era o presságio do que poderia ser uma ótima temporada.

Presságio que parecia se tornar realidade com “JSS”, o segundo episódio, que foca em Alexandria e o ataque dos Wolves na comunidade. Além de toda a tensão causada pelas inúmeras mortes de moradores, era evidenciado o conflito que estava por vir entre Morgan e Carol. De um lado, o homem que não matava. De outro, a mulher capaz dos atos mais frios para cuidar dos seus. Acho que a grande maioria estava do lado dela.

Naquela altura do campeonato, cada episódio focava em um grupo de personagens. Era a vez de Michonne, Glenn e outros moradores de Alexandria, ainda em reflexo ao fim da season premiere. “Thank You” era apenas mais um episódio até a cena que quase derrubou a internet.


Em resumo, caso alguém não lembre: Cercado por zumbis, Glenn vê Nicholas (que já devia ter perecido na temporada passada) dar um tiro na própria cabeça, e bom samaritano como é, tentou evitar a queda do covarde. Resultado? O coreano é comido pelos mortos-vivos. Para a audiência, o pânico foi geral, afinal, como assim um dos personagens principais morria desta maneira? E aquela tão esperada cena, prometida para o final da temporada, como ficaria?

O suspense funcionou por uma semana. Até chegarmos a “Here’s Not Here”. Acredito que todos estavam esperando um flashback do Morgan (inclusive citei isso neste vídeo, com as expectativas para a temporada). Mas não queríamos naquele momento. Não daquele jeito. Por mais corajoso e interessante que tenha sido o episódio, a audiência estava mais interessada em saber o destino do ex-entregador de pizza.

Passou uma, passou duas semanas, e nada. O mistério foi postergado de forma que qualquer final fosse frustrante. Se Glenn tivesse morrido, teria sido ruim, afinal, não fazia sentido um personagem tão importante se despedir daquela maneira. Se estivesse vivo, todo o suspense teria sido por nada, senão em uma tentativa desesperada de prender a audiência.

Apoiaram toda a força do início da sexta temporada em cima disso, e quando vemos o flashback, com o coreano escapando ileso de uma situação impossível, é difícil não pensar que fomos todos feitos de bobos.

Desde a quarta temporada, com o último ataque do Governador, a morte de Hershel e a separação dos sobreviventes, a mid-season finale é garantia de grandes momentos. Na quinta temporada, quando tudo se encaminhava para um raro momento feliz, Beth leva um tiro na cabeça.


Desta vez, após uma sequência fraca, graças ao “morreu ou não morreu?”, as expectativas eram altas, pois tínhamos um gancho forte. Afinal, é impossível ver a torre caindo em Alexandria, com centenas de zumbis invadindo o lugar na sequência, e não pensar: “deu merda”!

E deu merda? Quase. Ficou tudo no quase. Depois de 75 episódios, é difícil se surpreender com mais uma invasão de walkers. Um final morno. Ao invés de amarrar algumas pontas (para poder criar novas), deixou tudo exatamente no mesmo lugar. Michonne, Daryl e Maggie continuam quase como figurantes. Outros que chegaram nesta temporada foram esquecidos. Se não fosse o conflito entre Carol e Morgan, não teríamos nada. E deste arco sim, podemos esperar muita merda pela frente.

Quando me dei conta, o episódio acabou, sem ter mostrado nada. A primeira metade da temporada terminou sem ter mostrado nada. Foi essa a reação, quando surgiram os créditos, que duraram tempo suficiente para reclamar no Whatsapp com os amigos em outros estados.


Mas, conforme já escrevi em outros posts sobre “The Walking Dead”, esta é uma série de pequenas recompensas. Era um final extremamente frustrante, até a cena extra, onde vemos Daryl, Abraham e Sasha emboscados pela gangue de um tal de... Negan


Um presente para os fãs dos quadrinhos, que (mais uma vez) esquecem os (muitos) erros e contam os dias para o retorno. Apesar de tudo, esses caras sabem o que fazem. Ou quase.

Algumas linhas sobre Jessica Jones




Ah esse Netflix... Nos últimos tempos, nenhuma outra empresa de entretenimento (tirando a Disney com suas franquias) consegue mobilizar tanto as pessoas quanto eles. O termômetro está nas redes sociais. A nova produção original do serviço de streaming, "Jessica Jones", a segunda da parceria com a Marvel, estreou na sexta-feira passada. No dia seguinte, muita gente já havia assistido todos os 13 episódios (que correspondem a 11h16min).

Em um ritmo mais lento, aceitei o desafio, também fiz uma maratona, e compartilho as minhas impressões nestas mal traçadas linhas:

Começando do princípio

Não é uma série de heróis. Se não fosse o logo da Marvel, os créditos e uma ou outra citação sobre os Vingadores, provavelmente ninguém se daria conta que ela faz parte do mesmo universo do cara verde e do capitão com asas no capacete. A produção pouco explora os poderes de Jessica, aliás, praticamente ignora a maneira como ela os adquiriu.

“Jessica Jones” ganha ao criar identificação com o público, afinal, ela é gente como a gente. Mora em um muquifo, mal consegue pagar as contas (já que trabalha mais com os próprios casos do que para os clientes), compra o whisky mais barato, tem um notebook velho (um Acer ainda por cima!), deixa o celular carregando a noite toda. Pode parecer pouco, mas são detalhes desprezados pela maioria das séries/filmes, e que a aproximam.

Diferente de tantos protagonistas dos quadrinhos, Jessica não é uma heroína relutante. Apesar do eterno mal humor, ela não esconde o desejo de ajudar as pessoas. Tanto que cogitou a ideia de usar um colant branco e usar o codinome Safira (em uma ótima tiração de sarro com o material original).

A Jessica Jones de Krysten Ritter tem um quê de Keanu Reeves. Ela parece ter apenas uma expressão durante todos os minutos em que está em cena. E mesmo assim, é carismática. Mas tenho minhas dúvidas se ela foi a melhor escolha para o papel. Fisicamente falando, a australiana Jessica De Gouw (a Huntress, de “Arrow”), uma das cotadas para dar vida à personagem, parece melhor. Porém, apesar de tudo, o trabalho de Ritter não compromete.

Qual das duas parece mais com a heroína dos quadrinhos?

No outro lado da moeda, está o nêmesis da heroína. A cada episódio, Jessica deixa de ser a protagonista da própria série, que passa a ser dominada (ou seria controlada?), por Kilgrave. Méritos de David Tennant, aquele cara simpático que foi um dos protagonistas de “Doctor Who”, que desta vez, cria um vilão no pior sentido da palavra.


Cruel, cínico, um completo sociopata. Aquele cara que é impossível criar afeição. Um legítimo, desculpe a expressão, filho da puta (aliás, você do Twitter, que está colocando foto dele e criando fandom, por favor, pare!). Mas, que também é desconstruído ao longo dos 13 episódios. No início, era mostrado quase como uma entidade superior, uma força da natureza, e no final, poderia até gerar pena, de tão maluco que é. Ah, e felizmente, diferente dos quadrinhos, ele não é roxo (ou púrpura, como queiram).

Dos personagens coadjuvantes, apenas Trish Walker (a ex-pantera Rachael Taylor) e Luke Cage (Mike Colter) merecem destaque. A primeira convence como a melhor amiga (e única pessoa que tem o amor verdadeiro de Jessica), mas quando resolve ajudar na missão, dá uma forçada na barra. Já o dono da próxima série da parceria Netflix/Marvel cumpre bem seu papel de namorado da protagonista e já garante alguns fãs para quando estrear seu próprio show.


O problema da série está, primeiro, nas inúmeras voltas que o roteiro dá. Ao contrário de “Demolidor”, que soube utilizar seus 13 episódios para desenvolver os personagens, em “Jessica Jones”, a protagonista poderia ter acabado com os problemas na metade do tempo. Mas para preencher a meta de capítulos, apelaram para algumas soluções que servem apenas para atrasar a história. Pelo menos, o final vale a pena, já que apresenta uma boa batalha e deixa ganchos interessantes.

Outro erro, para mim, é o excesso de atenção dado a alguns personagens que não acrescentam nada à trama. Ou você vai me dizer, em sã consciência, que os gêmeos Robyn e Ruben, ou até mesmo Malcolm, que participa de 12 episódios (!) servem para alguma coisa, a não ser irritar. Nem mesmo  Carrie –Anne Moss, a eterna Trinity, é explorada como deveria.

É uma série irregular, mas importante dentro deste universo, já que apresenta uma personagem com características que ainda não haviam sido mostradas nas versões em live-action da Marvel. Além disso, após o êxito de “Demolidor”, serve para quebrar ainda mais aquela estrutura já cansada dos filmes da editora, garantindo fãs que podem nem se interessar pelo gênero, já que, como comentei acima, se não fosse a logo e uma ou outra citação, ninguém diria que é uma série de heróis. E que venha “Luke Cage” para somar ainda mais!

OBS: Quem quiser conhecer um pouco mais da personagem, é só conferir este artigo dos parceiros do Nercida!


Video Review - DVD Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Hades



Depois de tanto tempo, sonho realizado. Finalmente o box em DVD com toda a Saga de Hades, de "Os Cavaleiros do Zodíaco" ganhou um lugar na estante. E um lugar especial, já que a caixa é tão grande que não para em qualquer canto.

Essa é a mesma edição que já havia sido lançada pela Playarte no início do ano passado, vendida com exclusividade nas lojas do grupo B2W (Submarino, Americanas e Shoptime). Os discos, aliás, são os mesmos da primeira tiragem, lá na década passada, mas sem os mimos. Não tem nem arte interna.

São 14 estojos de DVD, dentro de uma grande caixa de papelão (de boa qualidade, para a minha surpresa). Grande e pesada Tem cerca de 1,3 quilo, então, se for comprar online, procure por um frete grátis, caso contrário, vai ficar bem caro.

São quatro discos para a fase do Santuário (13 episódios), quatro para o Inferno (12 episódios), três para Elíseos (seis episódios), um para o Episódio Zero (especial de resumo da série clássica) e dois para "O Mito dos Cavaleiros Renegados", raros até mesmo no Mercado Livre. Falando em ML, esse lançamento marca o fim de aproveitadores que chegam a pedir mais de R$ 1.000 pela mesma caixa.

A qualidade de imagem é razoável, não compromete. Muito melhor, inclusive, que a série clássica, lançada com vários problemas (que não foram corrigidos). Já o som é bacana. Tanto o áudio original, em japonês, quanto a dublagem estão em 5.1 canais. De extras interessantes tem apenas dois especiais com os dubladores (um que eles respondem as perguntas dos fãs e um making of) e uma entrevista com a cantora Larissa Tassi.

Segue algumas fotos do box e dos discos. Mais detalhes no vídeo que está no topo.

















Digimon Adventure Tri: o acerto da Toei



Essa frase já virou um clichê aqui no blog, mas vale a repetição: poucas coisas são tão fortes quanto a nostalgia. E a indústria de entretenimento já entendeu isso há tempos. É só ir no cinema e ver a quantidade de continuações ou remakes. Na televisão é a mesma coisa. Tanto nos Estados Unidos quanto no outro lado do mundo.

Lá na terra do sol nascente, a Toei Animation não cansa de ressuscitar clássicos. Foi assim com a nova versão de "Sailor Moon", com a continuação de "Dragon Ball" (já comentada aqui) ou com uma história de "Saint Seiya", dedicada aos cavaleiros de ouro (leia o review aqui). Infelizmente, em todos os casos, o resultado final não foi dos melhores. Seja pelas tramas rasas ou pela animação fraquíssima. E era isso o que todos temiam com a nova série de "Digimon". Mas desta vez, as notícias são boas.

Para comemorar os 15 anos da franquia, a produtora apostou na série clássica, que já havia sido fechada com o final de "Digimon Adventure 02". Na ocasião, a trama dá um salto de 25 anos, mostrando o destino de cada um dos personagens e a revelação de o digimundo passou a ser visitado por todos os humanos e cada um tem o seu monstrinho. Podia ser algum filler qualquer, como em "Dragon Ball Super", mas a Toei preparou um roteiro inteligente, que respeita os antigos fãs e a própria história, sendo um complemento muito bem vindo.


Comercialmente, "Digimon" pode ter menos apelo que as três séries citadas acima, mas ganhou destaque de carro chefe, tamanho capricho com toda a produção. Aliás, é preciso destacar que a Toei soube manter todo o hype. Do anúncio até o primeiro trailer, foram nove meses de espera. Lançou pistas aos poucos, mas sempre o suficiente para elevar as expectativas.

A espera chegou ao fim no último dia 20, com o lançamento de "Reunion", uma sequência de quatro episódios, que marca a primeira das seis partes de "Digimon Adventure Tri". A base da história é simples. Seis anos após o fim da série clássica (três depois da fase 02), alguém está infectando os monstros no mundo virtual. Enquanto isso, na Terra, distorções eletrônicas abrem portais para que as criaturas possam passar - o que causa caos e destruição.

Ao lançar quatro episódios simultaneamente, a Toei pode trabalhar a história de maneira calma, sem atropelar o roteiro. Tanto que o primeiro capítulo é focado apenas nos personagens, que assim como a audiência, mudaram desde aquelas primeiras aventuras, lá nos anos 2000, mas não esqueceram o que passaram. Seja em uma terra virtual ou na frente da televisão.

O melhor momento, porém, é o reencontro dos personagens (e nosso também) com os digimon. Os mais emotivos podem até derramar uma lágrima no momento em que Agumon surge para salvar Taichi, ou nas sequências de digivolução (simples, mas muito bonitas).

Ponto mais questionado nas outras produções da Toei, a animação de "Digimon Adventure Tri" é impecável. Muito melhor, inclusive, que o último filme de "Dragon Ball". A trilha sonora também merece destaque, por trazer as canções originais, com uma nova roupagem.



É uma produção feita com esmero, que cuida até de detalhes que poderiam passar despercebidos, como o fato de de que Takeru e Hikari possuem digivices diferentes (por terem participado da fase 02). O visual dos digimon também está mais agressivo, levando em consideração que o público-alvo tem mais de 20 anos.

Em quatro episódios, "Digimon Adventure Tri" ganha até o mais exigente dos fãs, ao apresentar uma história mais madura, e ao mesmo tempo relevante, com uma animação de primeira, e com mistérios que prendem. Também mostra que mais do que uma fórmula, o roteiro é feito de personagens, que confirmam ter uma profundidade rara neste tipo de produção. O único ponto ruim é que a espera será grande até a próxima parte, que só será lançada em março de 2016.

A primeira parte de "Digimon Adventure Tri" está disponível no Crunchyroll, porém, apenas para assinantes premium. A partir do dia 27, vai ser liberado para todos.