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Blu-ray da AnimesDVD + Promoção



Se tem um assunto neste blog que gerou interesse, foram os blu-rays da AnimesDVD. A primeira postagem (confira aqui) está entre as mais acessadas, e os vídeos são os mais vistos do canal do YouTube (aqui). Fiz mais uma compra no site, e atendendo a pedidos, segue mais algumas impressões sobre a qualidade.

Desta vez, quase como um teste, peguei as primeiras temporadas de "Dragon Ball" e "Dragon Ball Z". Não me arrependo nem um pouco. A primeira saga, ainda com Goku pequeno, tem uma imagem muito boa, se levar em consideração que nunca foi lançada em alta definição. Também vale para quem busca a série sem censura, já que está tudo lá, porém, apenas são cenas apenas com o áudio em japonês.

Se seguir a mesma linha da divisão americana de temporadas, a série completa deve ser lançada em cinco volumes. Os dois primeiros já estão disponíveis no site (o segundo, com a capa do Kuririn). Os demais, porém, devem demorar, como já adiantou o administrador da página, via Facebook.


"DBZ", por outro lado, já está completo e tem uma imagem fantástica. Certamente, a melhor entre os animes antigos lançados por eles. Assim que a situação financeira melhorar, vou atrás do restante da série, que foi dividida em nove partes (assim como nos EUA - as capas são as mesmas).


Também pedi "Yu Yu Hakusho", que foi relançado, desta vez em 1080p. A qualidade de imagem está melhor que a versão anterior, mas também não é nada gritante. Para quem tem a série em seis discos, acredito que não vale a troca.


Os menus estão mais caprichados (apesar de "DB" ter a música de fundo em qualidade péssima), mas sigo incomodado com a qualidade das artes da parte traseira das capas, além da impressão, beeem meia boca.


Mais detalhes no vídeo abaixo:



PROMOÇÃO

Para comemorar o Natal, o blog lança a primeira promoção. Vou sortear os três blu-ray, com a Saga de Hades, dos Cavaleiros do Zodíaco, lançados pela AnimesDVD.


Para participar, é fácil:

Basta curtir a página do blog no Facebook: https://www.facebook.com/estantedothiago
Assinar o canal no YouTube: https://www.youtube.com/EstantedoThiagoBr
E deixar um comentário, confirmando a participação.

O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro! Boa sorte!

ATUALIZAÇÃO

A grande vencedora da primeira promoção do blog foi a Allana Zanon. Teve uma galera foi desclassificada por não seguir as regras da promoção, então apenas 12 pessoas participaram do sorteio.

Parabéns para a Allana, e quem ganhou, não fique triste, que logo logo vai ter outra promoção. É só ficar ligado aqui, na página do Facebook e no canal do YouTube!







Video Review - DVD Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Hades



Depois de tanto tempo, sonho realizado. Finalmente o box em DVD com toda a Saga de Hades, de "Os Cavaleiros do Zodíaco" ganhou um lugar na estante. E um lugar especial, já que a caixa é tão grande que não para em qualquer canto.

Essa é a mesma edição que já havia sido lançada pela Playarte no início do ano passado, vendida com exclusividade nas lojas do grupo B2W (Submarino, Americanas e Shoptime). Os discos, aliás, são os mesmos da primeira tiragem, lá na década passada, mas sem os mimos. Não tem nem arte interna.

São 14 estojos de DVD, dentro de uma grande caixa de papelão (de boa qualidade, para a minha surpresa). Grande e pesada Tem cerca de 1,3 quilo, então, se for comprar online, procure por um frete grátis, caso contrário, vai ficar bem caro.

São quatro discos para a fase do Santuário (13 episódios), quatro para o Inferno (12 episódios), três para Elíseos (seis episódios), um para o Episódio Zero (especial de resumo da série clássica) e dois para "O Mito dos Cavaleiros Renegados", raros até mesmo no Mercado Livre. Falando em ML, esse lançamento marca o fim de aproveitadores que chegam a pedir mais de R$ 1.000 pela mesma caixa.

A qualidade de imagem é razoável, não compromete. Muito melhor, inclusive, que a série clássica, lançada com vários problemas (que não foram corrigidos). Já o som é bacana. Tanto o áudio original, em japonês, quanto a dublagem estão em 5.1 canais. De extras interessantes tem apenas dois especiais com os dubladores (um que eles respondem as perguntas dos fãs e um making of) e uma entrevista com a cantora Larissa Tassi.

Segue algumas fotos do box e dos discos. Mais detalhes no vídeo que está no topo.

















Digimon Adventure Tri: o acerto da Toei



Essa frase já virou um clichê aqui no blog, mas vale a repetição: poucas coisas são tão fortes quanto a nostalgia. E a indústria de entretenimento já entendeu isso há tempos. É só ir no cinema e ver a quantidade de continuações ou remakes. Na televisão é a mesma coisa. Tanto nos Estados Unidos quanto no outro lado do mundo.

Lá na terra do sol nascente, a Toei Animation não cansa de ressuscitar clássicos. Foi assim com a nova versão de "Sailor Moon", com a continuação de "Dragon Ball" (já comentada aqui) ou com uma história de "Saint Seiya", dedicada aos cavaleiros de ouro (leia o review aqui). Infelizmente, em todos os casos, o resultado final não foi dos melhores. Seja pelas tramas rasas ou pela animação fraquíssima. E era isso o que todos temiam com a nova série de "Digimon". Mas desta vez, as notícias são boas.

Para comemorar os 15 anos da franquia, a produtora apostou na série clássica, que já havia sido fechada com o final de "Digimon Adventure 02". Na ocasião, a trama dá um salto de 25 anos, mostrando o destino de cada um dos personagens e a revelação de o digimundo passou a ser visitado por todos os humanos e cada um tem o seu monstrinho. Podia ser algum filler qualquer, como em "Dragon Ball Super", mas a Toei preparou um roteiro inteligente, que respeita os antigos fãs e a própria história, sendo um complemento muito bem vindo.


Comercialmente, "Digimon" pode ter menos apelo que as três séries citadas acima, mas ganhou destaque de carro chefe, tamanho capricho com toda a produção. Aliás, é preciso destacar que a Toei soube manter todo o hype. Do anúncio até o primeiro trailer, foram nove meses de espera. Lançou pistas aos poucos, mas sempre o suficiente para elevar as expectativas.

A espera chegou ao fim no último dia 20, com o lançamento de "Reunion", uma sequência de quatro episódios, que marca a primeira das seis partes de "Digimon Adventure Tri". A base da história é simples. Seis anos após o fim da série clássica (três depois da fase 02), alguém está infectando os monstros no mundo virtual. Enquanto isso, na Terra, distorções eletrônicas abrem portais para que as criaturas possam passar - o que causa caos e destruição.

Ao lançar quatro episódios simultaneamente, a Toei pode trabalhar a história de maneira calma, sem atropelar o roteiro. Tanto que o primeiro capítulo é focado apenas nos personagens, que assim como a audiência, mudaram desde aquelas primeiras aventuras, lá nos anos 2000, mas não esqueceram o que passaram. Seja em uma terra virtual ou na frente da televisão.

O melhor momento, porém, é o reencontro dos personagens (e nosso também) com os digimon. Os mais emotivos podem até derramar uma lágrima no momento em que Agumon surge para salvar Taichi, ou nas sequências de digivolução (simples, mas muito bonitas).

Ponto mais questionado nas outras produções da Toei, a animação de "Digimon Adventure Tri" é impecável. Muito melhor, inclusive, que o último filme de "Dragon Ball". A trilha sonora também merece destaque, por trazer as canções originais, com uma nova roupagem.



É uma produção feita com esmero, que cuida até de detalhes que poderiam passar despercebidos, como o fato de de que Takeru e Hikari possuem digivices diferentes (por terem participado da fase 02). O visual dos digimon também está mais agressivo, levando em consideração que o público-alvo tem mais de 20 anos.

Em quatro episódios, "Digimon Adventure Tri" ganha até o mais exigente dos fãs, ao apresentar uma história mais madura, e ao mesmo tempo relevante, com uma animação de primeira, e com mistérios que prendem. Também mostra que mais do que uma fórmula, o roteiro é feito de personagens, que confirmam ter uma profundidade rara neste tipo de produção. O único ponto ruim é que a espera será grande até a próxima parte, que só será lançada em março de 2016.

A primeira parte de "Digimon Adventure Tri" está disponível no Crunchyroll, porém, apenas para assinantes premium. A partir do dia 27, vai ser liberado para todos.

Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: Soul of Gold



Depois de quase seis meses de exibição, chegou ao fim nesta sexta-feira “Saint Seiya – Soul of Gold”, spin-off de “Os Cavaleiros do Zodíaco”, exibido por streaming no Daisuki e Crunchyroll. E após acompanhar os 13 episódios da produção, é hora dos comentários.

As últimas tentativas da Toei com CDZ não foram das melhores. “Saint Seiya Omega” foi massacrado pelos fãs antigos (que cá entre nós, é quem faz a roda do consumismo girar), enquanto “A Lenda do Santuário”, o filme em CG, teve um resultado no mínimo decepcionante. A solução para reverter este quadro foi apostar na boa e velha nostalgia, trazendo de volta os cavaleiros de ouro, que são tão, ou até mais populares que o quinteto protagonista.

A reação inicial foi das melhores, afinal, a maioria dos fãs queria ver os dourados com as armaduras divinas. A escolha de Asgard como cenário, porém, dividiu opiniões, seja por ser palco do maior filler da série original, ou simplesmente pelo repeteco.

Por um lado, a escolha da terra do gelo foi interessante, já que permitiu uma abordagem interessante do local, ao contrário do que foi mostrado na série clássica, além do fato de trazer um vilão conhecido do grande público, no caso, Loki, o deus da trapaça. Por outro, é preguiçoso pegar um lugar conhecido enquanto que temos tantas mitologias que poderiam ser trabalhadas.

Outra decisão polêmica é usar Aiolia como protagonista, já que o cavaleiro de Leão não está nem entre os três favoritos dos fãs. Segundo uma pesquisa japonesa, Saga de Gêmeos, Shaka de Virgem e Camus de Aquário são os mais populares. Entretanto, pesa na balança o fato de que Aiolia é, dos golds, o mais parecido com Seiya em personalidade.

Resultado final


Eu cansei de ver, principalmente no Facebook, gente reclamando que a história é ruim e isso e aquilo, como se a obra original fosse conhecida pela qualidade do roteiro... Em 13 episódios, “Soul of Gold” teve uma trama redonda, com pontas bem amarradas.

Exemplo disso é um dos “erros” mais comentados desde o início, que era o fato das armaduras de ouro não estarem com os cavaleiros de bronze no Elísios, já que a história de SoG se passa simultaneamente com a última parte de Hades. No último episódio, porém, após a vitória sobre Loki, surge o desejo de ajudar Seiya e os outros, e ligando as tramas, Poseidon dá uma ajudinha, levando as vestes de Sagitário, Libra, Aquário, Leão e Virgem para o além.

O deus dos mares, aliás, não é o único personagem clássico a dar as caras em SoG. Hilda e Freya aparecem diversas vezes em Asgard, enquanto os guerreiros deuses da fase clássica são mostrados em flashbacks, assim como as batalhas contra Hades no Santuário e até Shion na Guerra Santa anterior. Já os cavaleiros de bronze, além das lembranças, são mostrados durante alucinações, infelizmente com uma animação tenebrosa.

Personagens clássicos apareceram em flashbacks, mas nem um pouco parecidos com os originais

Falando em animação, chegamos a um dos temas mais discutidos da produção. Não que SoG tenha episódios “bugados”, como “Dragon Ball Super”, mas o traço, em geral, é fraquíssimo. Os desenhistas da Toei Animation tentam emular a arte do mestre Shingo Araki, mas não chegam perto. Cenários e coloração, porém, saltam aos olhos.

A qualidade da animação estava longe da esperada

O principal mérito de SoG foi dar chance para que todos os cavaleiros de ouro pudessem brilhar. Saga, Shaka e Mu, como de costume, tiveram destaque. Mas foi ótimo ver Aldebaran, Máscara da Morte e Afrodite em ação sem dever nada para os companheiros.

Outro acerto foi fechar várias lacunas da série clássica, como o rancor que Aiolia sentia por Shura ter matado Aiolos, ou o perdão do cavaleiro de Sagitário a Saga, que arquitetou todo o plano de dominação do Santuário. Além disso, não existe fã que não quisesse ver os dois irmãos lutando lado a lado.

Mas nem só de elogios vive SoG. Se por um lado, o design dos cavaleiros de ouro foi mantido, os guerreiros deuses decepcionam com as armaduras genéricas. O principal deles, por exemplo, parece o Shurato (e pensar que na época, eles é que “se inspiravam” em CDZ). Outros pontos incomodaram alguns fãs, como as lutas, pouco sangrentas em relação ao anime original, além das inúmeras lições de morais, sempre presentes em “Os Cavaleiros do Zodíaco”.

Capitalismo selvagem


Por melhor que seja o resultado final, para a Toei, “Soul of Gold” é apenas um chamariz para outros produtos. Tanto que no mesmo dia que a série foi anunciada, já rolavam as primeiras fotos de Aiolia com a armadura divina. Mas isso é um problema? Não.

Desde o primeiro episódio, CDZ tinha como missão vender bonecos. Quanto mais armaduras tivermos, mais brinquedos estarão nas lojas – é só pesquisar quanto custam os inflacionados cavaleiros de aço para ver que eles acertaram. E mesmo assim, ninguém deixou de ser fã, pelo contrário, consumiram os produtos felizes da vida.

Para a Toei, o saldo não poderia ser mais positivo. Antes da exibição do episódio 12, os episódios já tinham mais de 50 milhões de visualizações no mundo todo, o que ajudou a bombar os tantos bonecos das armaduras divinas – até Aiolia com o traje de Odin será lançado. Além disso, em outubro sai o novo jogo para PS3 e PS4, chamado “Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados”.
  
Ah, e lembram das reclamações sobre a má qualidade na animação? Quem paga vai sofrer bem menos com isso. A versão em Blu-ray, cujos primeiros volumes já foram lançados, tem cenas corrigidas, como já é de praxe em produções da Toei, como “Sailor Moon Crystal”. E a diferença é notável.

Diferença da animação é gritante nas versões streaming e blu-ray

Os blu-rays, aliás, estão lindos. Ao todo serão seis volumes, o suficiente para ter todos os 12 cavaleiros de ouro nas capas. Resta agora torcer para que a Playarte, que está apostando em Omega no formato, traga SoG para o Brasil. Sabemos que a qualidade não será das maiores na apresentação, mas só de ter no país, já seria uma vitória.


E o futuro?

No intervalo do último episódio, foi exibido um comercial prometendo novidades para os fãs, que serão reveladas entre os dias 30/10 e 01/11, durante uma exposição que será realizada em Tóquio. A dúvida agora é: qual será a surpresa?


O mais provável é que tenhamos uma nova linha de bonecos. Mas como sonhar não custa nada, começam as especulações sobre um novo anime. Podemos ter um remake, provavelmente na mesma linha de “Dragon Ball Kai”. Ou porque não, o início da sonhada versão para a TV de “Next Dimension”, atual projeto do autor Masami Kurumada? Só podemos descartar uma terceira temporada de “Lost Canvas”, já que não é produção da Toei e ainda por cima não teve um bom retorno financeiro em solo japonês.

O mercado de animes em home vídeo no Brasil – parte 8




O blu-ray é novidade para alguém? Os filmes em alta definição já estão no mercado há quase uma década. Logo logo teremos o 4K em mídia física. Só esqueceram de avisar isso para quem distribui animes no Brasil, já que podemos contar nos dedos os títulos com a caixinha azul no país do 7 a 1.

A grande maioria das produções que chegaram em blu-ray é formada por filmes. Em especial, os do Studio Ghibli. Os melhores exemplos dos clássicos da animação japonesa em alta definição foram lançados pela Versátil, em parceria com a Livraria Cultura: são dois boxes, cada um com três filmes dirigidos pelo mestre Hayao Miyazaki. O primeiro tem "Meu Amigo Totoro", "Princesa Mononoke" e "Nausicaä do Vale do Vento". O segundo conta com "O Castelo no Céu", "O Serviço de Entregas da Kiki" e "Porco Rosso".

Vale destacar o capricho que a Versátil, chamada por muitos de a versão brasileira da Criterion, teve com o box. Além da luva com detalhes em alto relevo, todos os filmes possuem arte interna. O único porém é o estojo opaco, que desvaloriza a arte interna, mas nada que não possa ser corrigido com uma troca.

Dos seis filmes, Mononoke, Kiki e Porco Rosso possuem dublagem em português. Além disso, todos contam com diversos extras, para a alegria geral da nação (em breve, farei um post dedicado exclusivamente aos boxes).


As vendas foram um sucesso e a Versátil precisou fazer um relançamento neste ano. E a expectativa fica pelo volume 3, que não deve demorar, e segundo membros do Fórum BJC, deve ter “Túmulo dos Vagalumes”, “Da Colina do Kokuriko” e “Contos do Terramar”.

Outras distribuidoras também lançaram títulos do Studio Ghibli em alta definição, como a Califórnia Filmes, dona dos direitos de “O Mundo dos Pequeninos” e “Vidas ao Vento”, ambos com imagens deslumbrantes, mas pelados de extras. E “O Conto da Princesa Kaguya” vem aí, com preço nas alturas.

Já a Europa trouxe “O Reino dos Gatos”, que pode ser encontrado facilmente na Cultura, e a Playarte lançou “Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar”, que está fora de catálogo tanto em blu-ray quanto em DVD.

Mas nem só de Studio Ghibli vive os animes em alta definição no Brasil. A Focus lançou dois clássicos: “Akira“ e “Ghost in the Shell“. O primeiro causou polêmica no lançamento, devido a (entre outros problemas) falta de áudio em HD.

O segundo traz duas versões: a original, de 1995, e a 2.0, com novas animações. O problema, é que apenas a nova está em 1080p. A versão de cinema (por consequência, a única com dublagem) está em SD. Edição, no mínimo bizarra, mas que está cada vez mais rara.

Para mim, a maior surpresa da lista é “Evangelion 1.11: Você (Não) Está Só“. Como fã do anime, eu nunca imaginei ver o primeiro dos quatro filmes que fazem uma releitura da série em por aqui. Ainda mais em alta definição. Tanto que eu não demorei muito e fui um dos 300 compradores. Sim, a Paris Filmes afirmou que vendeu pouco mais de 300 cópias do blu-ray, e desta maneira, lançou o segundo longa apenas em DVD. E não dá a menor impressão de que irá trazer a parte três...


Sinceramente, para mim, a conta não bate. Cult em todos os lugares em que foi exibido, Evangelion, assim como os filmes do Ghibli, movimenta não apenas os otakus, mas os cinéfilos em geral. Não foram poucos os que compraram o blu-ray de 1.11. Também foi disponibilizado nas locadoras. E além disso, não é encontrado em lugar algum. Ou seja, se vendeu pouco, é porque poucos foram lançados... E todo esse choro por uma edição extremamente simples, mas que era apresentada como “de colecionador”. E cobrando caro!

Por fim, a única das séries lançadas em blu-ray. Logo pela... Playarte! Que por incrível que pareça, não tem feito um trabalho ruim. A empresa disponibilizou logo três volumes, correspondentes ao mesmo número de boxes em DVD. A diferença, além do tamanho, é o preço. A edição em alta definição está mais barata. Sim, enquanto a versão em SD custa R$ 79,90, o disco em HD está à venda por R$ 49,90.

Foto: Liz Sosa

A leitora Liz Sosa, que possui os três volumes lançados, e já está na espera pelo quarto, que está em pré-venda para este mês, criticou apenas o terceiro volume, já que o episódio 39 apresenta quadriculação em algumas cenas. Mas no geral, elogiou bastante o resultado final, garantindo ser um produto de excelente qualidade. “Só o preço que poderia ser melhor e o volume 4 que aumentou muito o preço. Não justifica subir de R$ 49,90 para R$79,90”, afirmou.

E assim, concluímos este especial, o primeiro da Estante. A intenção nunca foi trazer uma análise profunda, já que eu não sou especialista no mercado e nem possuo todos os títulos. Foi mais para fazer um registro do que chegou até nós, e o descaso, que normalmente temos que encarar. Quero agradecer a todo o pessoal que participou e siga ligado que em breve teremos mais novidades!

Confira também as outras partes deste especial:

O mercado de animes em home vídeo no Brasil



Ser colecionador, no Brasil, não é uma tarefa fácil. O desdém com o consumidor é tão grande que parece que as empresas pensam fazer um favor quando lançam edições sem nenhum diferencial, a preços exorbitantes. Ser colecionador, e fã de animes, entretanto, é muito pior. 

No post sobre os blu-rays da AnimesDVD, citei que o número de pessoas que compram títulos piratas aumenta (entre outros motivos), por que a indústria do home vídeo não dá a mínima para os fãs do gênero. Mas pensando um pouco, me dei por conta que não existe um mercado de animes no Brasil. Temos alguns casos isolados. Se der lucro, continua. Se não der, cancela. E para o cara que gasta, que investe, resta torcer que a coleção chegue ao fim.

Começa aqui uma série com alguns cases dos lançamentos de animes no Brasil. Entre (poucos) acertos e (muitos) erros, confira o que de mais importante aconteceu no país. 

Uma outra Playarte 


Maior fenômeno entre os animes já lançados no Brasil, “Os Cavaleiros do Zodíaco” também são o maior hit do gênero em DVD no país. A responsável por isso foi a Playarte, na época mais conhecida por trazer os filmes da New Line. A distribuidora aproveitou o retorno da série em 2003, no Cartoon Network, que angariou novos fãs, e fez o lançamento no ano seguinte. 

O primeiro box recebeu uma lata e outra edição mais simples, com um box para os cinco discos, além de cards em ambas as versões. O sucesso foi instantâneo, tanto que terminou o ano como a quinta caixa mais vendida no Submarino. Mesmo custando R$ 159,90. Apesar da boa apresentação, a Playarte cometeu vários erros na autoração dos discos, como quadriculação, erros na abertura e encerramento e falta de eye-catches. 

Não demorou muito para o lançamento da segunda caixa, que também recebeu uma lata. A embalagem diferenciada, porém, foi cancelada a partir do terceiro box. A justificativa da empresa é que o produto tinha um custo elevado para o baixo número de vendas. Ou seja, o pessoal preferiu pagar um pouco menos e levar a edição simples. Quem investiu pensando que continuaria com um produto diferenciado, ficou chupando o dedo.


Os problemas continuaram, como na terceira caixa, que precisou passar por um recall, já que um dos episódios não estava completo. Mesmo assim, as vendas, apesar da queda a cada novo box, foram boas. Em um ano os 114 episódios haviam sido lançados em seis partes e 21 discos. Números não oficiais indicam que foram vendidas mais de 250 mil cópias até hoje, o que levou a empresa a manter o investimento. 

Em 2006, a primeira fase da saga de Hades foi lançada. No ano seguinte, foi a vez dos filmes. Na sequência, com uma diferença de um ano do Japão, saiu o complemento do final dos Cavaleiros. No final, porém, não faltou ganância para a Playarte. Os seis episódios dos Elísios foram divididos em três discos, vendidos a R$ 39,90 cada, ou seja, quase 20 reais por capítulo! 


A empresa fez o que se esperava: lançou todo o conteúdo possível de Cavaleiros – exceto “The Lost Canvas”, que ficou com a Flashstar e “Batalha do Santuário”, da Diamond Films, que não tem planos de disponibilizar o filme em mídia física. Porém, a Playarte cobrou (e muito) por isso. Atualmente, os DVDs estão fora de catálogo, mas a fase clássica pode ser encontrada facilmente em lojas virtuais. Em 2013, as Americanas e o Submarino chegaram a lançar caixas com os 21 primeiros discos e depois com Hades, mas esgotaram rapidamente. 


Já está na hora da Playarte cogitar um relançamento. A demora poderia significar duas coisas: que a empresa perdeu os direitos sobre a série ou que planeja o anúncio de um blu-ray. Na primeira alternativa eu não acredito, já que no ano passado realizaram um evento nos cinemas para comemorar os 20 anos de Cavaleiros. A segunda, apesar de possível, esbarra na falta de apoio atual. A única produção neste formato no país, “Saint Seiya Omega” não está com boas vendas. Mas a esperança é a última que morre.

Os Blu-ray da AnimesDVD



Quem gosta de animes, e principalmente, de ter eles na coleção, tem três opções: importa de outros países, espera (sentado) pelo lançamento oficial em Terras Brasilis, ou então, o que muitos não gostam, mas fazem, que é apelar para sites que “produzem” edições em DVD. Não levando em consideração a questão ética, o grande problema deles é a falta de qualidade. São muitos episódios em cada disco, o que ocasiona imagem e som ruins. 

Mas nos últimos tempos, um site tem chamado a atenção por disponibilizar diversos títulos em Blu-ray, entre eles, clássicos cultuadíssimos como “Os Cavaleiros do Zodíaco”, “Dragon Ball Z” e “Yu Yu Hakusho”. Fiz algumas compras com a AnimesDVD, e trago as minhas experiências. 

A polêmica 

Tanto em fóruns quanto em grupos do Facebook, o assunto surge de vez em quando, e sempre gera curiosidade e polêmica. A curiosidade é sobre a qualidade dos produtos. E a polêmica, é pelo fato de não serem originais. 

Tenho que admitir que eles são a ovelha negra da minha coleção, já que, por melhor produzido que seja, é um produto pirata. Se eles não possuem os direitos de comercialização, é pirata. E como colecionador, como entusiasta da mídia física, sei que a pirataria nada acrescenta. Mas também não quero ficar sem uma série essencial, porque a indústria do home vídeo não dá a mínima para os fãs de animes. Esse, porém, é um assunto mais extenso, que vai ficar para uma próxima postagem. 

Podemos comparar com o caso dos filmes lançados pela Continental. Quem conhece, sabe o péssimo tratamento que os títulos recebem. E são vendidos em grandes lojas, o que torna, para muitos, um produto original, sendo que o direito de comercialização deles é bastante questionável. A AnimesDVD não é perfeita. Eles têm muito o que melhorar (como mostrarei a seguir), mas esse produto pirata é muito superior ao original da Continental. 

E por fim, outra crítica que sempre aparece, é sobre simplesmente pegar os arquivos disponíveis na internet e cobrar por eles. Não é bem assim. Os caras fazem um bom trabalho de autoração. Menus bem feitos (principalmente os últimos lançados), vários opções de áudio, quando isso é possível, e boa imagem. 

Segundo: Nem todos que possuem um equipamento de alta definição, têm uma internet rápida o suficiente para baixar esses animes (o que também é pirataria, amigos). E se possuem, muitas vezes não querem perder tempo com isso. Além disso, esses podem ir para a estante. Um baixado e colocado no HD, não. 

Os discos 


Em duas compras (uma em 2012 e outra no fim do ano passado), adquiri “Yu Yu Hakusho”, “Os Cavaleiros do Zodíaco” (saga clássica, Hades, Lost Canvas e os filmes), “Neon Genesis Evangelion” e “Hunter x Hunter”. 

A negociação foi tranquila e segura. Os itens foram muito bem embalados em uma caixa, para que não tivesse nenhum risco de dano. Para mim, um site confiável. 

O único porém, foi o atendimento, ainda na primeira vez, quando estava interessado em “Yu Yu Hakusho”. Como o anúncio não dava tantas informações, fiz algumas perguntas, e a pessoa que respondeu foi bastante grosseira. Como gostei da qualidade, voltei a comprar no ano passado, mas desta vez, tudo automático pelo site, sem precisar ter contato com ninguém. 

A grande maioria dos títulos são apresentados em estojos transparentes (acredito que apenas “Dragon Ball Z” e “GT” sejam enviados com a case azul). O número de discos em cada estojo varia entre um (como na saga de Hades, dos Cavaleiros, que tem um estojo para cada disco) e três (caso de “Hunter x Hunter”).

Exemplo de estojos transparentes

As capas possuem boa qualidade de impressão. Porém, nem todas são bonitas. Acho que falta bom gosto na escolha das artes, principalmente na parte traseira, quando podemos perceber um excesso de imagens e informações, o que deixa bem poluído. Neste caso, menos é mais. Outro problema das capas, é a mistura de imagens em alta e em baixa qualidade. 

Contracapas pecam no excesso de informações e na diferença de qualidade das imagens

Todos as capas possuem arte interna. Algumas são muito bonitas (caso de “Hunter x Hunter”). Outras, são apenas para mostrar o nome dos episódios (que para algumas pessoas, pode ser bastante útil, apesar de ser esteticamente desinteressante).

"Hunter x Hunter" tem uma das melhores artes internas

Os discos são mídias graváveis (fundo preto) com 25GB. Na frente, a impressão é feita direto nos discos, lisa e com imagens em boa qualidade.


A qualidade de imagem surpreende. Na televisão, deve agradar aos mais exigentes. Os menus, como já citei anteriormente, são muito bem produzidos. Melhores até que os de produtoras grandes. O áudio é ok. 


No vídeo acima, apresento um pouco dos menus e algumas prévias de episódios, mas na televisão, deve agradar aos mais exigentes. 

O grande diferencial deles é a boa qualidade de imagem e os menus. Apenas acho que a parte física poderia ser explorada. Desde uma melhor escolha nas imagens (buscar apenas a alta resolução, por exemplo) e capas mais clean, menos poluídas na parte traseira. 

Também acho que poderiam apostar mais no público colecionador, lançando edições diferenciadas, com luvas, por exemplo. Isso já foi questionado na página deles, no Facebook, e eu tenho certeza que teria um bom retorno. 

No geral, mesmo com esses “defeitos”, considero a experiência bastante positiva. Se alguém não se prende às polêmicas do início do texto, recomendo os produtos da AnimesDVD. 

OBS: Gostaria de ter os animes originais em Blu-ray. Se por um acaso, a Playarte lançar “Os Cavaleiros do Zodíaco” em alta definição, certamente comprarei. Também não descarto pegar a versão americana de “Yu Yu Hakusho”, para ter um produto legítimo. Mas enquanto isso, continuo com os meus títulos da AnimesDVD, já que parece que serão, por um bom tempo, a única opção no nosso idioma.

Abaixo, algumas imagens das edições.