Capitão América: Guerra Civil - Review

15:42 Unknown 0 Comments


[REVIEW SEM SPOILERS]



Em 2008, “Homem de Ferro” criou uma nova fórmula para os filmes de super-heróis e deu o pontapé para todo um universo ao longo de outros 11 longas. Oito anos depois, o cenário já está mais do que consolidado. Temos mais de uma dúzia de personagens que caminharam na mesma direção. Até que a “Guerra Civil” quebra a estrutura criada e abre um leque de novas possibilidades para as produções da Marvel Studios.

Ainda é cedo para afirmar que “Capitão América: Guerra Civil” é o melhor filme da Marvel. Mas a primeira impressão é que ele está no mesmo nível de “Soldado Invernal” e “Guardiões da Galáxia”. Tem ação de alto nível e é divertido. Muito divertido. Mas sem ser bobo, como vinha acontecendo nos longas anteriores (que tinham um humor à la “Praça é Nossa”).


Apesar de fazer parte da franquia “Capitão América”, ele não funciona sozinho, já que é praticamente um “Vingadores 2.5”.Faz ligações com os filmes anteriores do Universo Cinematográfico Marvel como nenhum outro, e por isso, deixa de ser destinado também a um público casual (como é comum nos blockbusters). Tanto que minha esposa não teria entendido quase nada se não tivesse assistido “O Soldado Invernal” e “A Era de Ultron” dias antes.

É um filme especial, pois reúne personagens que amamos, e coloca eles na porrada. E, como eu falo no vídeo do topo, faz com que você torça por todos. É difícil escolher entre #TeamStark ou #TeamCap, já que ambos têm razão em suas convicções. Admito que parando para ouvir a voz da razão (muito bem representada nos monólogos do Visão), eu fico do lado do Homem de Ferro. Mas no fim, eu estou com o Capitão!


Não é nem necessário assistir ao filme para saber que o foco da trama está no Capitão América e no Homem de Ferro, mas o restante dos personagens ganha um bom destaque, mesmo com pouco tempo em cena, como é o caso do Homem-Formiga (responsável por uma das melhores sequências de ação/comédia dos últimos tempos).

Wanda e Visão têm poucas cenas, mas já é o suficiente para mostrar uma intimidade que cresce, além de que estão acima dos outros no quesito poder – e separá-los na batalha é mais do que necessário para dar equilíbrio. A Viúva Negra e o Gavião Arqueiro, únicos “humanos” da equipe, continuam em crescimento, nos moldes do que já aconteceu em “A Era de Ultron”. Quem também ganha mais espaço é o Falcão, deixando de ser o alívio cômico para ser o suporte do Capitão América (mesmo caso do Máquina de Combate, no caso do Stark).

Mas além do quebra pau entre os heróis, a raça queria ver o Pantera Negra, e principalmente, o Homem-Aranha. E as expectativas foram alcançadas.


O rei de Wakanda é carismático sem a armadura (méritos ao Chadwick Boseman, que não economiza no sotaque africano) e letal com ela. O traje é ameaçador, ao mesmo tempo que é estiloso. O mais interessante no personagem é a falta de lado. Ele é #TeamBlackPanther, pois tem um objetivo pessoal bem específico, preferindo ficar quase alheio ao que acontece com os outros heróis.

Já o cabeça de teia rouba todas as cenas em que aparece. O personagem de Tom Holland é um moleque e age assim em todos os momentos, captando toda a essência do personagem, que muitas vezes foi colocada de lado nos filmes com Tobey Maguire e Andrew Garfield. E por já sabermos quem ele é (e sem a necessidade de ver a mais do que manjada cena da picada de aranha), são grandes as expectativas para o filme solo.


É um filme que merece ser visto e revisto. E gostando ou não, ele mudou de vez todo o Universo Cinematográfico Marvel.

PS: Chegar ao cinema sem saber o que esperar fez com que a experiência ficasse ainda melhor. No que diz respeito ao conhecimento prévio dos trailers, a ignorância é uma dádiva.

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