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Dicas para montar a estante



A coisa mais legal do último post, sobre a organização da estante, foi ver o retorno do pessoal. É incrível ver a quantidade de formas que os colecionadores dispõem os seus títulos. 

Na postagem realizada no grupo do Blog do Jotacê, no Facebook, tivemos todos os tipos de organizações diferentes. Vai desde gênero e ordem alfabética (métodos que eu uso ou já usei) até a disposição por ano de produção, diretores ou atores, produtoras e até pelas cores das lombadas. 

E só para deixar claro, não tem ninguém certo ou errado. Assim como a coleção, a maneira de organizar é totalmente pessoal. Vai da maneira que cada um encontra os títulos com maior facilidade ou então que seja mais agradável aos olhos. 

Porém, também é grande o número de colecionadores que ainda não possuem uma estante. Eu fiz parte deste clube, e tive o sonho da estante própria por mais de uma década. Neste tempo perdi as contas da quantidade de lugares em que eu precisei guardar os meus filmes: guarda-roupa, junto com a televisão, gavetas, rack e até em caixas... 

Meu apartamento possui o mal dos novos imóveis: falta de espaço. Por isso, foi necessário projetar um escritório planejado para conseguir aproveitar os poucos metros quadrados.

No meu lado da estante (sem contar a da patroa, que deixou claro que a dela está fora do meu alcance – por enquanto), são cinco fileiras de 21 centímetros de altura, duas delas com dois nichos (cada um com 108 centímetros, o que corresponde a 71 blu-rays/DVDs) e outras três fileiras com três nichos (de 70 centímetros ou 46 blu-rays/DVDs). No topo, acima da estante, cabem cerca de 150 discos. O espaço ainda não é usado, mas provavelmente vai ser útil daqui um tempo.

Estante foi dividida em nichos. Na parte superior ainda tem espaço

Então para quem quer realizar o sonho, segue algumas dicas para montar uma estante: 

- Colecionar, infelizmente, é uma coisa cara. E achar um lugar adequado para isso também é. Mas quem é chegado no do it yourself e leva jeito para a marcenaria (ou conhece alguém que leve) pode montar prateleiras com chapas de MDF. Se quiser dar um efeito diferenciado, pode usar nichos, que apesar de não terem muito espaço, são baratos. 

Prateleiras em MDF e nichos podem ser soluções econômicas

- Na hora de montar/encomendar a estante pense que a coleção deve aumentar. Não é porque tem poucos itens hoje, que vai ser sempre assim. E além do mais, o espaço não serve apenas para os filmes, mas também para livros/quadrinhos e até action figures. 

- Antes de montar a estante, é necessário escolher o local com atenção. É preciso cuidar para que não esteja em um lugar com muita umidade e que também não receba o sol diretamente. 

- Cada um guarda seus filmes como quer, mas é recomendado deixar as caixas na vertical. Isso garante que a vida útil dos discos aumente. E além do mais, além de ocupar menos espaço, é muito mais fácil de manusear. Imagina ter que pegar aquele filme mais baixo da pilha com uns 40. Pois é! 

- E depois que a estante estiver pronta, é preciso cuidar para que as embalagens não fiquem cheias de pó. Uns utilizam lenços umedecidos, mas um pano simples já resolve todos os problemas.

Que tal começar a montar a sua própria estante?

A organização da estante



Colecionador vive de neuroses. Uma das maiores é a organização do espaço para guardar/expor os itens. Um padrão é comum a todos: independente de ser um filme comum ou um giftset raríssimo, para o dono, todos tem valor e serão guardados com muito cuidado. Mas o post de hoje é para discutir as manias, os critérios na hora de colocar na estante. 

O primeiro drama dos colecionadores é o próprio espaço para guardar os itens. No meu caso, foram mais de 10 anos colocando os filmes em vários tipos de lugares. De guarda-roupas, na época da faculdade – e de vacas magras para as compras – até em estantes de televisão ou racks. 

Com um apartamento para chamar de meu, foi a hora de realizar o sonho da estante própria. Como o quarto é minúsculo, tive que projetar uma sob medida, e valeu a pena. Apesar de que bate o medo da coleção aumentar (pelo menos eu espero que ela aumente) e o espaço fique pequeno. Ainda bem que se isso acontecer, tem outra estante na frente, para os livros da patroa (e que ela não leia isso)!

Cada um seleciona os títulos seguindo algum padrão. Alguns colecionadores separam por tipo de embalagem (comum, steelbook, digibook, digipacks...), outros fazem isso até por atores ou diretores. 

Quando a coleção era menor, a minha separação era feita por ordem alfabética, o que facilitava bastante na hora da procura. Porém, com a estante pronta, feita com vários nichos, preferi organizar os títulos por gêneros. 

Mas passou um tempinho desde a primeira organização. A coleção foi aumentando nestes meses e vários títulos ficaram guardados no armário, esperando por um lugar na estante. Assim como a pessoa que tem mania de mudar os móveis de lugar de tempos em tempos, era a hora de tirar tudo e repensar, já que alguns gêneros tinham filmes demais para o nicho reservado. 

No fim, os nichos mais baixos guardam as coleções da Disney (que não é gênero, mas tem mais títulos do que a maioria deles), os filmes baseados em HQs (com um bom espaço sobrando, já que faltam vários para a coleção) e as aventuras/ficção. Mais acima estão ação e comédia, dramas, suspenses e as séries em blu-ray. Depois estão as animações, romance, terror e os jogos (PS4, Wii, WiiU e 3DS). E nos mais altos, os DVDs de filmes, shows e as séries em DVD.

E vocês, como organizam as coleções?

Abaixo, algumas fotos. Do momento em que eu tirei tudo para a limpeza e reorganização, até os detalhes com tudo pronto.








Desventuras de um colecionador


"Parte" das compras da viagem (e Thiago sem um centavo no bolso)

A internet é a melhor amiga dos colecionadores. Desde os mais hardcore, que encomendam itens exclusivos de vários países, até os casuais, que querem um ou outro filme. Foi pela rede que eu adquiri a maior parte da minha coleção. E não existem palavras para descrever a alegria que é o momento em que o carteiro chega com um pacote. Mas para mim, encontrar na rua a edição que você quer, é um prazer ainda maior.

Enquanto alguns colecionadores moram em lugares com inúmeras opções de lojas, para muitos outros, entrar em uma Saraiva ou Cultura é motivo para brilhar os olhos. E eu faço parte do grupo que para procurar alguma coisa, é necessário viajar para a “cidade grande”. 

No último mês precisei ir algumas vezes para Porto Alegre. Oportunidade perfeita de unir o útil ao agradável. E é uma dessas sagas que eu vou relatar a partir de agora. 

Após deixar meus sogros no aeroporto, preparei minha esposa para o que estava por vir e começamos uma peregrinação pela cidade atrás de novidades. A primeira parada, ainda pela manhã, foi a Zero Vídeo Distribuidora (que eu já havia citado neste outro post). 

Zero por dentro e por fora

Na outra passagem, eu estava com pressa, mas desta vez, pude conferir um pouco o que eles têm a oferecer. Se a prateleira de Blu-ray é pequena, o mesmo não pode ser dito sobre os DVDs. Tem quase tudo o que se imagina, com preços bem interessantes. Eu levei para casa a edição especial de “Zoolander” por R$ 5 (no Mercado Livre tem gente cobrando até R$ 100!). Tinha até uma edição enluvada de “O Artista” por menos de R$ 10. Também levei vários Blu-ray que eu já havia encomendado pelo Facebook (eles atendem todo o Brasil, enviando pelos Correios), mas o grande prazer é visitar o local.

As compras do dia na Zero

Também foi bacana ver um ótimo movimento no local, em todos os gêneros de filmes. Prova de que a mídia física ainda está longe de morrer. Também fui em outra distribuidora que eu havia encontrado no Google, mas não deu muito certo. Milhares de DVDs empilhados, o que impedia de procurar com calma, e com preços fora da realidade. 

A próxima parada foi o Barra Shopping Sul, lar da Fnac. A loja não é das mais baratas, mas é uma tentação para todos os colecionadores. Ao entrar na sessão de DVD/Blu-ray, já se encontra os principais lançamentos ao lado de um busto do Lanterna Verde. 

Opções não faltam na Fnac

O local possui uma infinidade de títulos, e algumas boas promoções, como o box com 14 filmes de Alfred Hitchcock por R$ 299 (o preço normal é R$ 499). Mas para quem gosta de coisa boa e barata, tinham vários caixotes com DVDs/Bluray/séries com diversos preços. 

Os caixotes com filmes para todos os gostos da Fnac

Na Saraiva, a mídia física parece perder espaço. Me acostumei tanto com as lojas do Barra e do Iguatemi (que já não têm muita coisa), que não imaginava que a MegaStore do Praia de Belas, o lugar onde eu ia só para namorar os box de séries há uns 10 anos, havia diminuído o espaço dos DVDs. 

Corredores deste tamanho com Blu-ray parecem cada vez mais raros na Saraiva

Mesmo assim, sempre acho alguma coisa diferente. Como hoje o foco da coleção são os discos da Disney e do Studio Ghibli, a visita valeu a pena. Saí de lá com o Blu-ray de “Vidas ao Vento” (que eu peguei antes de tentar achar – em vão – na Cultura) e com o DVD de “Fantasia” (ainda quero o Blu-ray, mas como está em moratória, me nego a pagar o absurdo que o pessoal do Mercado Livre pede). 

Outra parada foi na E o Vídeo Levou. Além de ser uma das locadoras mais tradicionais de Porto Alegre, também vende filmes. E tem algumas coisas ali que não se encontra todos os dias. Saí de lá com três Blu-ray da Disney: “Alice no País das Maravilhas” e “Nem que a Vaca Tussa” até que são encontrados sem muito trabalho no Mercado Livre, mas “Aristogatas” virou artigo de luxo. Logo, não quis perder a oportunidade.

E o Vídeo Levou é um dos locais mais legais para os fãs da sétima arte

O lugar vale a visita simplesmente pela atmosfera. Os caras respiram cinema. E manjam muito. Era sensacional ouvir as sugestões de filmes dos atendentes. Pessoas que amam cinema. Foi graças a caras como eles que eu me encantei com a sétima arte, lá no tempo do guaraná com rolha. 

A parte de locação tem de tudo. O que me deixou triste, já que os filmes que eu mais queria, não estavam disponíveis para a venda. Eles também têm um imenso catálogo de pôsteres de filmes. Tudo está disponível no site, mas muito melhor é conhecer in loco. 

Por fim, e não por acaso, a Livraria Cultura. O lugar é o paraíso de qualquer colecionador. Afinal, não é em qualquer lugar que você tem um filme argentino ao lado de um Criterion. Tem de tudo um pouco.  

Prateleiras da Cultura: de Darín à Criterion 

De clássicos aos mais recentes, dos mais simples aos importados. Além de edições exclusivas fantásticas, como as lançadas pela Versátil. Eles ainda abriram uma loja dentro da loja. O Espaço Geek faz surgir o nerd dentro de todo mundo. E tem de tudo. Filmes, animes, HQs, camisetas, pôsteres... 

Espaço Geek e exclusivos são as tentações da Cultura

No fim, saí de lá com a carteira vazia, mas feliz da vida. Seguindo o objetivo da viagem, levei os Blu-ray com as edições diamante de “Bambi” e “Mogli”, além de Lilo & Stitch. Da Versátil, o primeiro box do Studio Ghibli (com "Nausicaä do Vale do Vento", "Meu amigo Totoro" e "Princesa Mononoke"). Também sacolei o BD do live-action de “Samurai X” (queria há um bom tempo, e estava em promoção). E por último, o ótimo box lançado pela Europa, com quatro filmes argentinos (“O Filho da Noiva”, “Plata Quemada”, “O Mesmo Amor, a Mesma Chuva” e “O Segredo dos Seus Olhos”). 

Seja na maior das lojas, ou em uma pequena, dê aquela olhada básica. Você poderá encontrar desde filmes raros até ótimas promoções.